Piperácea - Valéria Prochmann

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23

de
março

o último post

Deixo de blogar aqui porque a ferramenta de blogging do Terra tornou-se um verdadeiro martírio! Com o advento das redes sociais, direcionei meu empenho às minhas páginas pessoais no Facebook e G+ (Valéria Prochmann) e à minha conta no microblog Twitter (@valerymais). A Piperácea também está no Facebook (Piperácea) e no Twitter (@piperacea). Agradeço aos leitores que me acompanharam aqui e ofereço aos interessados os posts antigos para leitura. Grata. Valéria Prochmann 

26

de
novembro

Ação integrada pretende mitigar perdas e danos por desastres naturais

Acordo de cooperação assinado na última quinta-feira (24/11/11) pelo Instituto Tecnológico Simepar e Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura (IICA) integrará competências e tecnologias para prever eventos meteorológicos severos a tempo de mitigar seus efeitos sobre as populações, cidades e culturas agrícolas.

“Com a proximidade do verão, aumentam os riscos de fenômenos naturais severos de alto potencial destrutivo, como chuvas e ventanias fortes que acarretam deslizamentos, alagamentos, enchentes e outras consequências, resultando em mortes, desabrigados e desalojados, estradas interditadas, pontes danificadas, rede de energia elétrica atingida e perdas materiais significativas”, observa o diretor do Simepar, engenheiro Eduardo Alvim Leite. A agricultura costuma ser bastante afetada, com plantações destruídas e enormes prejuízos que comprometem a competitividade do setor e a segurança alimentar da sociedade. No contexto do aquecimento global e das mudanças climáticas com forte impacto sobre o zoneamento agrícola, a agroclimatologia constitui ferramenta de planejamento e gestão.

A cooperação entre Simepar, IICA e Instituto Nacional de Meteorológia (Inmet) beneficiará especialmente o Sistema de Decisão Agrometeorológica (Sisdagro), instituído em 2008 para fornecer informações ao agricultor sobre balanço hídrico climático e período de cultivo para diversas culturas. Além de fornecer informações sobre eventos climáticos, essa sofisticada tecnologia em ambiente web, com fácil navegação, apresenta parâmetros meteorológicos e dados de déficit ou excedente hídrico nas plantações, conforto térmico para o gado, riscos de pragas e doenças no plantio.

Outra iniciativa prevista na parceria entre Simepar e IICA é a construção do Centro Virtual para Avisos de Eventos Meteorológicos Severos, potencialmente causadores de perdas de vidas e graves danos materiais à sociedade. Em colaboração com o Inmet, os centros de operação meteorológica do Brasil e da América do Sul serão integrados em ambiente colaborativo e multidisciplinar. “Com base em dados fornecidos em tempo real sobre a duração, localização e intensidade de eventos meteorológicos severos, unidades de defesa civil poderão se preparar melhor para mitigar seus danos patrimoniais e humanos e autoridades poderão tomar decisões em caráter imediato”, explica Alvim Leite.

Para os representantes do IICA, Manuel Rodolfo Otero e Gertjan Beekman, a cooperação com o Simepar aplicará a inovação tecnológica para melhorar a qualidade de vida das populações do meio rural e desenvolver a agricultura dentro de parâmetros de sustentabilidade nos países latino-americanos. A entidade proverá recursos financeiros para capacitação e treinamento com vistas ao melhor funcionamento dos distritos de meteorologia.

O chefe da Defesa Civil do Governo do Paraná, major Antônio Geraldo Hiller, por sua vez, observa que inúmeras vidas em áreas de risco poderão ser poupadas com uma ação mais ágil para protegê-las. O diretor geral da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Otamir Cesar Martins, considera a ação sistêmica e integrada de grande importância para incrementar a agricultura de precisão, atual tendência do setor para reduzir custos de forma sustentável e garantir que as populações rurais vivam com mais qualidade prevenindo-se contra desastres naturais. O diretor geral da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Sérgio de Jesus Vieira, anuncia recursos da ordem de R$ 2,5 milhões do Fundo Paraná para a implantação do radar meteorológico de Cascavel e o repasse de R$ 549 mil para o programa de monitoramento das águas, que deverá ser expandido a todo o Estado: “Estamos empregando a pesquisa tecnológica inovadora para melhorar as condições de vida das populações e dar suporte à tomada de decisões da administração pública e privada com mais agilidade”.

20

de
outubro

Indústria tabagista não desiste nunca

Está em
marcha nova ofensiva da indústria tabagista aliada a bares e restaurantes para
restabelecer ambientes com tabaco. Projeto de lei foi apresentado no Congresso
Nacional, aproveitando lacuna deixada pela omissão do governo e do Parlamento
em editar uma lei antifumo nacional. Iniciativa semelhante teve o vereador
Galdino em Curitiba. Sei de fonte segura que muito dinheiro está sendo
derramado pelos interessados nesse processo. Se vc quer preservar a conquista
do povo curitibano de ambientes livres de tabaco e barrar essas infelizes
iniciativas, manifeste-se junto a seu vereador, deputado federal e senador, bem
como ao ministro da Saúde Alexandre Padilha ministro@saude.gov.br.

Veja porque
político que se preze deve se preocupar em assegurar a saúde da imensa maioria
(85%) da população q é não fumante bem como a instalação de apagadores de
cigarros junto às lixeiras públicas, assistência e tratamento aos 15%
dependentes químicos e afetivos da droga tabaco:

. a fumaça do
tabaco é cancerígena e genotóxica para seres humanos contendo 4.720 susbtãncias
químicas prejudiciais à saúde e 6.000 compostos químicos resultantes da
combustão que destroem brônquios e alvéolos pulmonares;

. tabagismó é causa conhecida ou mais provável de 25
doenças, entre as quais 12 tipos de câncer, coronarianas e circulatórias
graves, enfisema pulmonar, asma crônica, insuficiência renal e transtornos
psiquiátricos;

. a nicotina inalada pelo passivo - denominada
“thirdhand smoke” - provoca lesões nas paredes coronárias, reduz o
fluxo sanguíneo e o aporte de oxigênio p/ o músculo cardíaco, facilita a
formação de placas de ateroma e infartos; crianças, gestantes e fetos são
particularmente suscetíveis e afetados;

. a fumaça ambiental de tabaco não é uma mera questão
de “incômodo” - é mortal, sendo quatro vezes mais tóxica do que a
fumaça inalada pelo fumante;

. a prevenção e a restrição ao tabagismo são
responsabilidades dos empregadores e gestores para com a saúde e o bem-estar
social, segundo normas da legislação trabalhista e medicina do trabalho,
considerando que a fumaça de cigarro não constitui elemento natural do ar do
ambiente de trabalho e deve ser considerada como risco;

. o hábito de fumar no passado já esteve associado a
“desvio moral” e “glamour”, porém atualmente se qualifica
como antissocial por excelência, pois prejudica o meio social, a coletividade e
a urbanidade, atentando contra os princípios humanistas da moderna sociedade
democrática republicana e do estado de direito (respeito ao outro /
semelhante);

. o tabagismo também associa-se à contaminação de
mananciais, desmatamento e produção de lixo (bitucas constituem a segunda causa
de lixo nas grandes metrópoles), atentando contra os preceitos do
desenvolvimento sustentável, preservação ambiental e higiene, bem como à
segurança, visto que causa grande quantidade de incêndios em edifícios e
queimaduras em seres humanos (estatísticas dos Corpos de Bombeiros e
pronto-socorros), demonstrando falta de cultura e de informação;

. gestores não devem compactuar tampouco se curvar aos
interesses econômicos escusos associados à cadeia produtiva socialmente
irresponsável do tabagismo, que lucra com a fragilidade e a vulnerabilidade
humanas e a inocência infantojuvenil, atividade qualificada pelo médico Drauzio
Varella como “crime continuado de viciar crianças e adolescentes com uma
droga que provoca a dependência química mais avassaladora que a medicina
conhece - grandes organizações criminosas chefiadas por crápulas, malfeitores
profissionais, que vendem uma droga que provoca câncer, enfisema, derrames
cerebrais, ataques cardíacos e infinidade de outras patologias, tanto nos
fumantes como nos que têm o azar de com eles conviver “, concluindo que
“eis o papel a que determinadas pessoas se sujeitam para ganhar a
vida”;

. não há arrecadação tributária que compense o alto
custo humano, social e financeiro com a perda de capacidades e de vidas
provocada pelo tabagismo ativo e passivo;

. a proteção contra os efeitos do tabagismo passa a ser
considerada como direito do consumidor, do contribuinte, do cidadão e do
trabalhador, gerando indenizações por danos materiais causados à integridade
física e a pertences pessoais;

. a restrição ao tabagismo é tendência universal
irreversível: EUA/NYC, Europa, Argentina, Uruguai, sendo dever dos gestores
proteger e defender as pessoas dos males que outrem possam protagonizar (Malum
non admitem);

. finalmente: “até quando faremos parte do grupo
de atrasados que dão ao dependente o direito de jogar a fumaça de seu cigarro
para dentro dos pulmões dos outros?” (Dráuzio Varella).

 

2

de
outubro

The American Dream Movement

Em contraposição ao Tea Party, norte-americanos democratas e liberais criam o movimento American Dream.
We, the American people, promise to defend and advance a simple ideal: liberty and justice . . . for all. Americans who are willing to work hard and play by the rules should be able to find a decent job, get a good home in a strong community, retire with dignity, and give their kids a better life. Every one of us – rich, poor, or in-between, regardless of skin color or birthplace, no matter their sexual orientation or gender – has the right to life, liberty, and the pursuit of happiness. That is our covenant, our compact, our contract with one another. It is a promise we can fulfill – but only by working together.
Today, the American Dream is under threat. Our veterans are coming home to few jobs and little hope on the home front. Our young people are graduating off a cliff, burdened by heavy debt, into the worst job market in half a century. The big banks that American taxpayers bailed out won’t cut homeowners a break. Our firefighters, nurses, cops, and teachers – America’s everyday heroes – are being thrown out onto the street. We believe:
AMERICA IS NOT BROKE
America is rich – still the wealthiest nation ever. But too many at the top are grabbing the gains. No person or corporation should be allowed to take from America while giving little or nothing back. The super-rich who got tax breaks and bailouts should now pay full taxes – and help create jobs here, not overseas. Those who do well in America should do well by America.
AMERICANS NEED JOBS, NOT CUTS
Many of our best workers are sitting idle while the work of rebuilding America goes undone. Together, we must rebuild our country, reinvest in our people and jump-start the industries of the future. Millions of jobless Americans would love the opportunity to become working, tax-paying members of their communities again. We have a jobs crisis, not a deficit crisis.
To produce this Contract for the American Dream, 131,203 Americans came together online and in their communities. We wrote and rated 25,904 ideas. Together, we identified the 10 most critical steps to get our economy back on track and restore the American Dream:

10 CRITICAL STEPS TO GET OUR ECONOMY BACK ON TRACK
I. Invest in America’s Infrastructure
II. Create 21st Century Energy Jobs
III. Invest in Public Education
IV. Offer Medicare for All
V. Make Work Pay
VI. Secure Social Security
VII. Return to Fairer Tax Rates
VIII. End the Wars and Invest at Home
IX. Tax Wall Street Speculation
X. Strengthen Democracy

1

de
outubro

Representantes comerciais celebram seu dia

1º de Outubro marca o Dia Panamericano do Representante Comercial, instituído em 1937. Desde então, a profissão passa por constante desenvolvimento, acompanhando as transformações sociais, econômicas e culturais, sem contudo perder a sua essência: promover a circulação de bens e serviços, fortalecendo o mercado por meio da atividade comercial honesta, ética e qualificada. A data é propícia à reflexão sobre a importância da negociação cooperativa no mercado e no mundo em geral, construindo um ciclo virtuoso.

A categoria é simbolizada pela águia devido às suas características. A ave voa acima das montanhas, desenvolve seus sentidos e habilidades, aguça os ouvidos, olhos e competências para ultrapassar os perigos. No momento oportuno, é capaz de afiar suas garras alçando voo às alturas.

O representante comercial contemporâneo tem plena consciência de seu papel social, econômico e cultural, o qual requer conhecimento, competência, expertise, atitude e ousadia para arriscar, sentir o prazer por um objetivo alcançado, abrir-se a novas possibilidades, ser flexível, deixar fluir o poder criativo, surpreender e atuar no mercado profissional de forma inovadora, em benefício da coletividade.

O representante comercial deste Século 21 promove a interação na cadeia produtiva, forma parcerias em torno de projetos comuns, agrega valor ao seu trabalho, imprimindo sua marca no tempo e no espaço. A interconectividade derruba antigas fronteiras e gera novos padrões nos conceitos de produção e prestação de serviços. O desenvolvimento tecnológico será a força motriz da crescente integração econômica e cultural global, apresentando novas demandas. As novas tecnologias modificam as formas de trabalhar nesta era do relacionamento por meio das redes sociais e do comércio eletrônico. É também a era da produtividade, da sustentabilidade, da inclusão social, da negociação e do “poder do grátis”. Novos mercados se constituem a cada instante, abrindo um leque cada vez maior de oportunidades profissionais.

Representantes comerciais de todo o país estão mobilizados para impedir a aprovação do Projeto de Lei n° 1.439/2007 de autoria do deputado federal Dilceu Sperafico (PP - PR) que altera a Lei n° 4.886/65, que regulamenta o exercício da profissão. O deputado pretende alterar o limite mínimo da indenização devida a representante comercial pela rescisão do contrato sem motivo justo de 1/12 para 1/20 do total recebido durante o tempo em que foi exercida a representação. A legislação vigente não estipula prazo de prescrição do direito. O projeto do deputado estabelece o prazo de dois anos após a extinção do contrato para o exercício do respectivo direito de ação.

O Core-PR Conselho Regional de Representantes Comerciais participa da mobilização pela não-aprovação do referido projeto de lei, que terá impacto altamente negativo nos direitos contratuais dos representantes comerciais. Agropecuarista e industrial, o autor da proposição atua de acordo com interesses de grupos econômicos de grande porte que objetivam reduzir os direitos dos representantes comerciais nas relações profissionais. O parlamentar foi denunciado na chamada “farra das passagens aéreas” da Câmara dos Deputados, com bilhetes de seus créditos emitidos para os destinos Londres, Paris e Miami. Segundo o jornal Folha de S.Paulo e o site Congresso em Foco, os créditos do deputado foram utilizados em operações suspeitas de corrupção envolvendo agência de viagens de Brasília.

O Core-PR orienta seus registrados a se manifestarem junto aos deputados federais em que votaram solicitando que não aprovem o PL n° 1.439/2007.

24

de
setembro

Curitiba Jazz Meeting apresenta expoentes do jazz internacional

A quarta edição do Curitiba Jazz Meeting acontece de 28 de setembro a 2 de outubro, oferecendo espetáculos musicais de alta qualidade e um workshop para estudantes e profissionais de música. Nesse período, a primavera curitibana será inundada pela espontaneidade, improvisação, vitalidade e inovação experimental que caracterizam esse estilo musical sempre aberto a diferentes possibilidades de criação, arranjos e sonoridade.

O espetáculo de abertura será às 20h30 do dia 28 de setembro no Teatro Positivo. O Duo Uli-François - formado por Uli Lenz ao piano e François Jeanneau ao saxofone – apresenta-se com o Mano a Mano Trio, composto por Glauco Solter no contrabaixo, Sérgio Albach ao clarinete e Vina Lacerda na percussão. No dia 29 de setembro, o concerto Jazz Meeting Ensemble reúne 15 músicos e o solista Jean Pierre Zanella ao saxofone, às 20h30 no Teatro Positivo, sob a direção de André Dequech. Em 1º de outubro, César Camargo Mariano sobe ao palco do Teatro Guaíra (Auditório Bento Munhoz da Rocha Netto) para um concerto de piano solo. Encerra o evento em grande estilo a apresentação de Nelson Faria com a Hessen Youth Jazz Orchestra sob a regência de Wolfgang Diefenbach às 20h30 do dia 2 de outubro, também no Teatro Guaíra.

Estudantes e profissionais de música têm a oportunidade de participar de um workshop de jazz – saxofone, piano e violão - ministrado pelos músicos Nelson Faria, André Dequech e Jean Pierre Zanella, às 20h30 do dia 30 de setembro, na Secretaria de Estado da Cultura, com entrada franca.

Refinamento e bom gosto

O Curitiba Jazz Meeting realiza-se anualmente desde 2008, com a proposta de reunir alguns dos diversos estilos e tendências do jazz, realçando o traço característico desse gênero: a improvisação com a possibilidade de subverter o estabelecido a qualquer instante. As edições anteriores foram marcadas pelo êxito em combinar músicos de diversas origens e tendências em espetáculos refinados e de muito bom gosto, que despertaram grande interesse do público apreciador de jazz. A direção artística do evento é de André Geraissati, com produção de Mirna Dequech Seleme e assistência de produção de Daniel Liviski.

SERVIÇO

Curitiba Jazz Meeting – 4ª edição 28/09 a 02/10

http://curitibajazzmeeting.blogspot.com @CtbaJazzMeeting Facebook: Curitiba Jazz Meeting

Documentário no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=weOJ0kvbEp8

Ingressos de R$ 20,00 a 80,00

Teatro Guaíra – (41) 33047982 e 33047979 de segunda-feira a sábado das 12h às 21h – domingos e feriados: das 16h até o início do espetáculo

Teatro Positivo - Quiosque Shopping Mueller: de segunda-feira a sábado: 10h às 22h - domingos: 14h às 20h

Quiosque Shopping Curitiba: de segunda-feira a sábado: 10h às 22h - domingos: 14h às 20h

Quiosque Shopping Total: de segunda-feira a sábado: 10h às 22h - domingos: 14h às 20h

Por telefone: (41) 3315-0808 entrega por motofrete ou Sedex

Pela Internet: www.diskingressos.com.br entrega por motofrete ou Sedex

Teatro Positivo – Pequeno Auditório - Rua Professor Viriato Parigot de Souza, 5.300 – Campo Comprido

Teatro Guaíra – Grande Auditório - Rua Conselheiro Laurindo s/n – Praça Santos Andrade – Centro

Secretaria de Estado da Cultura – Rua Ébano Pereira, 240 – Centro

Patrocínio: Volvo e Schweppes

Apoio: Goethe Institut, Aliança Francesa, Institut Français e Lei de Incentivo à Cultura/Ministério da Cultura

21

de
setembro

Feliz Dia dos Amantes

Endless Love, de Alfred Gockel

Endless Love, de Alfred Gockel

Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão:
Que haja antes um mar ondulante entre as praias de vossas almas.
Encheis a taça um do outro, mas não bebais na mesma taça.
Dai de vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço.
Cantai e dançai juntos, e sede alegres, mas deixai cada um de vos estar sozinho,
Assim como as cordas da lira são separadas e, no entanto, vibram na mesma harmonia.

Dai vossos corações, mas não confieis a guarda um ao outro.
Pois somente a mão da vida pode conter nossos corações.
E vivei juntos, mas não vos aconchegueis em demasia;
Pois as colunas do templo erguem-se separadamente,
E o carvalho e o cipreste não crescem a sombra um do outro

Khalil Gibran

21

de
setembro

Carros: precisamos deles tanto assim?

Estilo de vida, sentimentos e status social estão ligados a ter ou não um automóvel. Confunde-se, não raro, a qualidade do objeto com seu proprietário. Reformam-se cidades para servir a esses pequenos tiranos, perdendo em tranquilidade, ar puro e convívio humano.
O apego aos carros tornou-se tão intenso que, mesmo estando o planeta mergulhado numa grave crise ambiental, em grande parte causada pelo seu uso, ainda há muita resistência em abrir mão desse conforto. Pelo contrário: ele continua sendo o sonho de consumo de muitos. Como resolver esse quadro?
No plano individual, pegar num volante traz uma agradável sensação de liberdade. Ter um automóvel à disposição dá mais autonomia no ir-e-vir e agilidade para compromissos, encontros, trabalho, diversão etc. No entanto, isola seu condutor de um contato mais estreito com as ruas que percorre e as pessoas pelas quais passa, e, não raro, leva-o a mergulhar numa pressa sem propósito. Pressa que se traduz em competição, na qual se dão fechadas, disputam-se centímetros de espaço e se acelera em ultrapassagens sem razão, só para ficar parado num semáforo metros adiante.
No plano coletivo, essa situação multiplicada por milhões de veículos pelas ruas ou estradas causa um stress constante, não só para as pessoas, mas também para os locais cortados por rodovias ou grandes avenidas. E afeta ainda quem mora em torno das áreas de muito tráfego ou viaja nos ônibus – que também participam dessa disputa e cooperam para congestionamentos que em muitas localidades não estão mais restritos aos horários de pico. Afeta, sobretudo, o clima na Terra. É, portanto, um cenário que pede mudanças urgentes.
Algumas iniciativas pelo mundo afora estão mostrando que é possível modificar essa realidade, de forma criativa e inovadora.
Tudo seria bem mais simples se desde o início as cidades fossem planejadas priorizando o transporte público e serviços bem distribuídos, como imagina J. H. Crawford, autor do livro Car Free Cities (Cidades Livres de Carros). Em sua obra, ele descreve um inteligente sistema para organizar o espaço e o dia-a-dia urbanos, de forma a anular a necessidade de caminhões, ônibus e veículos particulares, até mesmo em cidades já existentes.
Seu pensamento alinha-se com o movimento internacional formado por inúmeras iniciativas reunidas na World Carfree Network (Rede por um Mundo Livre de Carros), surgida a partir das atividades da ONG Car Busters. Mas talvez esta seja mesmo uma tendência muito radical, considerando todo o valor afetivo que (ainda) é atribuído aos veículos automotores por grande parcela da humanidade.
Uma alternativa mais branda, e que já prepara a transição necessária, é o sistema de compartilhamento de veículos chamado de Car Sharing, um tipo diferente de aluguel praticado na Europa, no Canadá e nos Estados Unidos. Os carros ficam estacionados em diferentes pontos da cidade à disposição do usuário, que paga pelo tempo de utilização, podendo pegá-los numa região e entregá-los em outra. O modelo pode ser escolhido de acordo com a necessidade de cada viagem, incluindo até mesmo vans e pequenos utilitários. Os argumentos de seus criadores é que esse sistema ajuda as pessoas a se libertarem do hábito de possuir um carro. Ele é ideal para quem não precisa do veículo para ir ao trabalho todos os dias e dirige menos de 12 mil km por ano. Lançado na Suíça em 1987, o sistema estendeu-se para a Alemanha no ano seguinte e chegou ao Canadá, via Quebec, em 1993. Ali, até janeiro de 2009, segundo a Universidade da Califórnia, havia alcançado 46.802 membros e 1.758 veículos, em 15 organizações de car sharing. Nos Estados Unidos, já havia 24 programas, com 309.437 membros e 6.093 veículos.
Dividir o uso de um mesmo carro traz de fato uma mudança de mentalidade, na qual o carro deixa de ser visto como a extensão de seu dono ou dona. Hoje em dia, ainda é bastante comum no Brasil ser chamado de “doutor” ou “doutora” ao entregar a chave de um luxuoso modelo importado a um manobrista. E há estacionamentos que se negam a receber modelos velhos, como uma Brasília por exemplo, ou os estacionam em locais distantes da vista de seus frequentadores.
Nas grandes cidades, carros podem ser necessários no dia-a-dia. Mas mesmo nas pequenas eles proliferam, tornando-se uma forma de se diferenciar socialmente. É sinônimo de sucesso ter um modelo caro, um esportivo de última linha, mesmo que este polua bem mais que um popular 1.0. Com um carro disponível, logo se instala o costume de usá-lo até para ir a locais muito próximos de casa, como a padaria a quatro quadras ou a casa do vizinho ali adiante.
A grande questão é saber o quanto de nossos sentimentos e valores permitimos que estejam ligados a esse objeto? Ainda há fundamento nas piadas que colocam o carro como verdadeiro “amor” de seu dono, a ponto de a norte-americana Katie Alvord ter escrito o livro Divorce Your Car! (Divorcie-se de Seu Carro), convidando os leitores a se libertarem desse “vício”? A obra está recheada de dicas e relatos que mostram como a autora aprendeu a aproveitar bem a vida sem esse meio de transporte. Uma atitude rara, já que, nos Estados Unidos, enquanto, em 20 anos, a população aumentou 20%, o tráfego cresceu absurdos 236%, sendo comum casas com quatro ou cinco carros na garagem, um para cada integrante da família.
Nos anos 1970, o arquiteto e pintor austríaco conhecido como Friedensreich Hundertwasser criou a teoria das cinco peles que envolvem cada ser humano. A primeira é a própria epiderme; a segunda, a roupa; a terceira, a casa; a quarta, o meio social ao seu redor; a quinta, por fim, é o meio global. Ele defendia que o bem-estar de cada um depende de uma relação adequada com cada uma delas. “A compreensão mais ampla de nosso lugar no mundo passa pela melhor ambientação em face de cada uma dessas peles”, explica Euclides Guimarães, sociólogo e professor da PUC-MG, em seu artigo “Intimidade e Identidade”.
Seriam os carros mais uma pele, infiltrada na identidade de seus donos e na própria sociedade a ponto de a saúde de economias inteiras estar ligada à sua produção? É essa a razão de comemorarmos o crescimento de suas vendas, mesmo que isso signifique o esgotamento dos sistemas viários existentes, o aumento de doenças respiratórias e de mortes por poluição atmosférica – como tem comprovado o Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da USP? Ou que provoque o agravamento de mudanças climáticas capazes de ameaçar a presença humana na Terra?
É interessante ver surgirem novas tecnologias, como carros elétricos ou o moderno carro solar Koenigsegg Quant. É louvável a oferta de modelos acessíveis a todos, como o indiano Tata Nano, projetado para ser o carro mais barato do mundo. Mas a verdade é que continuar a ampliar a presença de automóveis no globo é um ato de enorme imprudência. Já passou da hora de recolocarmos as pessoas e o convívio humano como foco central do planejamento urbano e recuperar a qualidade de vida que o número excessivo de carros tirou de nós.
Por Neuza Árbocz (Envolverde) / Edição de Benjamin S. Gonçalves (Instituto Ethos)

19

de
setembro

Especialistas alertam sobre Doença de Alzheimer

21 de setembro, Dia Mundial de Combate ao problema neurológico que afeta 36 milhões de idosos no mundo

Nesta quarta-feira (21) comemora-se o Dia Mundial de Combate ao Alzheimer. De acordo com a associação internacional Alzheimers Disease Internacional (ADI), com sede na Inglaterra, a doença acomete cada vez mais pessoas. Atualmente há cerca de 36 milhões de indivíduos portadores da demência, e para 2030, a previsão é que o número aumente 85%. A estimativa revela que na América Latina tropical, onde está localizado o Brasil, será a região com maior aumento percentual, cerca de 146%.

Hoje, a Doença de Alzheimer é responsável por 60% dos casos de demência nos idosos, segundo a ADI, cerca de 5% dos idosos brasileiros acima dos 65 anos sofre da doença Estudo divulgado pela ADI, no início deste mês, revela que dos 36 milhões de portadores da demência em todo o mundo, 28 milhões não foram diagnosticados. Isso equivale a 75% do total de pacientes.

A médica Ester London, chefe do serviço de neurologia do Hospital VITA Batel, alerta que depois dos 65 anos de idade, a chance de alguém desenvolver a doença duplica a cada cinco anos. Com 85 anos de idade, as chances são de 50%. Segundo a neurologista, um paciente demora, em média, mais de três anos para saber que tem o mal de Alzheimer. Uma das causas é o fato de os sintomas da doença, como perda de memória e raciocínio lento, serem interpretados pelos parentes como consequências do envelhecimento e não uma enfermidade, complementa.

A especialista revela também que, de acordo com pesquisas realizadas pela Academia Brasileira de Neurologia (ABN), 95% das vítimas morrem até cinco anos após apresentar os primeiros sintomas e que a maioria das mortes é registrada em brancos e na Região Sudeste.

Doença de Alzheimer - A neurologista Melissa Castello Branco e Silva, especialista em distúrbios cognitivos e comportamentais do Hospital VITA Curitiba, explica que é uma doença neurológica degenerativa que afeta a memória, fala e a noção de espaço e tempo do indivíduo, podendo provocar apatia, delírios e em alguns casos comportamento agressivo. Um dos primeiros sintomas é a perda de memória para fatos recentes. Depois, ocorre a desorientação quanto a lugares e datas e mudança de comportamento. Na fase avançada, o doente pode ter alucinações, dificuldade na fala e na alimentação.

Melissa destaca, que atualmente, o Alzheimer é responsável por 60% dos casos de demência nos idosos. O índice é preocupante, pois a doença afeta vários domínios cognitivos, (memória, julgamento , planejamento, emoção, linguagem) de maneira significante, o que acaba interferindo no vida social e ocupacional dos portadores da demência. O Alzheimer ocorre basicamente pela morte neuronal, perde-se as células que constituem o cérebro, os neurônios, e há um prejuízo na produção de substâncias químicas envolvidas na memória e também no aprendizado, finaliza.

O que é?
O mal/doença de Alzheimer (DA) ou simplesmente Alzheimer é a forma mais comum de demência. Foi descrita pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer e, por isso, leva esse nome. É uma doença degenerativa que acomete, principalmente, pessoas com mais de 65 anos. Tem como principal característica a perda das habilidades cognitivas como , memória, raciocínio e alterações de comportamento.

Estágios progressivos da Doença de Alzheimer:
Leve: confusões e perda de memória, desorientação espacial, dificuldade progressiva no cotidiano, mudanças na personalidade e na capacidade de julgamento.
Moderado: dificuldades nos atos de vida diária (especialmente em banhar-se, vestir-se e alimentar-se), ansiedade, delírios e alucinações, agitação noturna, alteração no sono, dificuldade de reconhecimento de amigos e familiares.
Grave: diminuição acentuada do vocabulário, diminuição do apetite e do peso, descontrole urinário e fecal, dependência progressiva de um cuidador.

Principais sintomas - O sintoma inicial mais comum é a perda de memória a curto prazo (dificuldade em lembrar de fatos recentes). Geralmente o doente não consegue perceber a sua dificuldade e são os familiares que o levam ao médico. Alguns sintomas são falsamente relacionados com o envelhecimento ou com o estresse. Com o avançar da doença aparecerão novos sintomas como: perda da capacidade de atenção, perda da memória semântica (dificuldades na linguagem, perda de vocabulário), confusão, irritabilidade e agressividade, alterações de humor, sintomas depressivos, falhas na linguagem, perda de memória de longo prazo. No último estágio da doença pode não reconhecer mais os familiares e torna-se totalmente dependente.

Diagnóstico - Se dá através de entrevista (história de vida, clínica, familiar, idade, escolaridade), teste cognitivo (miniexame do estado mental, teste do relógio, teste de fluência verbal), e posteriormente por meio de laboratoriais (hemograma completo, hormônios tireoidianos, enzimas hepáticas) e de imagem (tomografia, ressonância magnética).

Principais grupos e fatores de risco - Em geral a Doença de Alzheimer afeta pessoas com mais de 65 anos, mas existem pacientes com início por volta dos 50 anos. As causas da doença não são totalmente conhecidas, mas existe relação com algumas mudanças nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas. Alguns estudos citam fatores importantes para o desenvolvimento da doença como: pré-disposição genética, escolaridade, hipertensão, diabetes mellitus, acidente vascular cerebral (AVC) prévio, colesterol aumentado e idade avançada.

O que fazer?
Ao apresentar qualquer um dos sintomas acima descritos, o paciente deve buscar um neurologista para ser avaliado. O tratamento visa retardar o máximo possível a evolução da doença e orientar a família sobre a evolução da mesma. A prevenção é sempre a melhor alternativa, por isso deve-se manter uma dieta equilibrada, praticar atividades físicas e intelectuais e, principalmente, atentar para os sinais enviados pelo organismo.

É possível prevenir a Doença de Alzheimer?
Cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, divulgaram lista composta por sete medidas que poderiam evitar milhões de casos de Alzheimer em todo o mundo. Os fatores são ligados a estilo de vida: não fumar, ter uma dieta saudável, prevenir o diabetes, controlar a pressão arterial, combater a depressão, fazer mais atividades físicas e aumentar o nível de educação.

Segundo os pesquisadores americanos, os sete fatores de risco juntos contribuem para os 17,2 milhões de casos de Alzheimer no mundo, o que corresponde a 51% dos casos globais da doença. Para os cientistas, metade dos casos da doença no mundo se devem a falta destas medidas de saúde e basta uma redução de 25% nos sete fatores de risco para evitar até 3 milhões de casos.

Fonte: Central Press

10

de
setembro

As parcerias de que precisamos

BARACK OBAMA

Neste aniversário de dez anos dos atentados terroristas de 2001, lembramos que o 11 de Setembro não foi só um ataque contra os Estados Unidos, mas um ataque contra o mundo, a humanidade e as expectativas que compartilhamos.
Lembramos que, entre as quase 3.000 pessoas inocentes que morreram naquele dia, estavam cidadãos de mais de 90 países. Eram homens e mulheres de todas as idades, de muitas raças e religiões.
Nesta data solene, nos juntamos às suas famílias e a seus países para prestar homenagens.
Lembramos com gratidão que, há dez anos, o mundo se uniu como um só. Pelo globo afora, cidades inteiras pararam para observar momentos de silêncio. Pessoas ofereceram orações em igrejas, mesquitas, sinagogas e outros locais de culto. E nós, americanos, nunca esqueceremos como pessoas em todos os cantos do mundo foram solidárias conosco, fazendo vigílias, acendendo velas e depositando flores em nossas embaixadas.
Lembramos que, nas semanas seguintes ao 11/9, agimos como uma comunidade internacional. Como parte de uma ampla coalizão, tiramos a Al Qaeda de seus campos de treinamento no Afeganistão, desestabilizamos o Taleban e demos ao povo afegão uma chance de viver livre do terror. Entretanto, os anos que se seguiram foram difíceis, e o espírito de parceria global que sentimos depois do 11 de Setembro arrefeceu.
Como presidente, tenho trabalhado para renovar a cooperação global de que precisamos para lidar com toda a gama de desafios globais que enfrentamos. Por meio de uma nova era de engajamento, promovemos parcerias com países e com pessoas baseadas em interesse e respeito mútuos.
Como uma comunidade internacional, temos mostrado que terroristas não estão à altura da força e da resiliência de nossos cidadãos. Deixei claro que os Estados Unidos não estão e nunca estarão em guerra contra o islã. Pelo contrário, estamos unidos com aliados e parceiros contra a Al Qaeda, que atacou dezenas de países e matou milhares de homens, mulheres e crianças inocentes -em sua maioria, muçulmanos. Nesta semana, lembramos de todas as vítimas da Al Qaeda e da coragem e resiliência com as quais suas famílias e compatriotas perseveraram, do Oriente Médio à Europa, da África à Ásia.
Trabalhando juntos, desmantelamos os planos da Al Qaeda, eliminamos Osama bin Laden e grande parte de sua liderança, e colocamos a Al Qaeda no caminho de sua derrota. Enquanto isso, pessoas no Oriente Médio e no norte da África estão mostrando que o caminho mais certo para a justiça e a dignidade é a força moral da não violência, e não o terrorismo negligente e a violência. Está claro que extremistas violentos estão sendo deixados para trás e que o futuro pertence àqueles que querem construir, não destruir.
Países e pessoas que buscam um futuro de paz e prosperidade têm um parceiro nos Estados Unidos. Porque mesmo enfrentando desafios econômicos em casa, os EUA continuarão a ter um papel de liderança ímpar no mundo. À medida que retiramos o resto de nossas tropas do Iraque e transferimos responsabilidade ao Afeganistão, apoiaremos iraquianos e afegãos em seus esforços para dar segurança e oportunidades a seus povos.
No mundo árabe e além dele, defenderemos dignidade e direitos universais para todos os seres humanos.
Em todo o mundo, continuaremos a trabalhar pela paz, pela promoção do desenvolvimento que tire pessoas da pobreza e por segurança alimentar, saúde e boa governança, de modo a incentivar o potencial de cidadãos e sociedades.
Ao mesmo tempo, nos comprometemos novamente a viver de acordo com nossos valores em casa. Como um país de imigrantes, os Estados Unidos dão as boas- vindas a pessoas de todos os países e culturas.
Esses novos americanos -como todas as vítimas inocentes que perdemos há dez anos- nos lembram que, apesar das diferenças de raça ou etnia, história ou crença, estamos todos ligados pela esperança comum de que podemos fazer do mundo um lugar melhor para esta e para as próximas gerações. Esse precisa ser o legado daqueles que perdemos.
Aqueles que nos atacaram no 11/9 queriam criar uma separação entre os EUA e o mundo. Eles fracassaram. Nos dez anos dos atentados, nos juntamos a amigos e parceiros para lembrar de todos os que perdemos nessa luta. Em memória de cada um deles, reafirmamos o espírito de parceria e respeito mútuo de que precisamos para construir um mundo no qual todas as pessoas vivam com dignidade, liberdade e paz.


BARACK OBAMA é presidente dos Estados Unidos

Fonte: Folha de S. Paulo 09/09/11

10

de
setembro

O PT e o controle da informação

RUBENS BUENO

O historiador britânico Robert Conquest nos conta que, no período do Grande Terror (1936-1938), no qual Stálin mandava políticos e intelectuais para a Sibéria nos expurgos criados para eliminar adversários, o controle da informação era tão rígido que a única forma segura de transmitir alguma coisa era por debaixo de cobertores.
Entre 1966 e 1976, outro ditador, Mao Tsé-tung, instituiu a Revolução Cultural na China, um processo sistemático de julgamentos públicos de professores e opositores com o objetivo indisfarçável, mais uma vez, de controlar a informação circulante entre o povo chinês.
Em Cuba, deu-se o mesmo. Durante décadas, para se criticar Fidel Castro, foi preciso sair do país, como fez o escritor Guillermo Cabrera Infante. Mais uma vez, controlar a informação era e tem sido essencial para a manutenção do status quo refratário a manifestações críticas.
Há casos em que o desejo dos governantes de encurralar a informação se dá por meio da manipulação das massas. Há pouco, Hugo Chávez liderou odiosa campanha contra a imprensa livre. Partidários dele atacaram a TV Globovisión, e é notória a perseguição a jornalistas e empresários, como Guillermo Zuloaga, dono da rede agredida, e Alejandro Peña Esclusa, opositor recentemente libertado, depois de ter sido preso sob a falsa acusação de tramar a deposição de Chávez.
Na mesma toada, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, move incansável campanha contra o jornal “Clarín”, respeitado por fazer um jornalismo crítico e independente. Situação semelhante tem ocorrido na Bolívia e no Equador.
O que se vê com tudo isso é que o autoritarismo sempre encontra meios de limitar a manifestação independente de opinião. Seja à la Stálin, à la Mao, à la Fidel ou à la Chávez, algum mecanismo é encontrado para cumprir a tarefa de frear a livre circulação da notícia.
No Brasil, desde Lula, temos visto o ensaio do controle da mídia por meio de propostas como a criação de conselhos que garantiriam, segundo os que as concebem, a democratização da mídia. A história mostra que ações nessa direção servem mais para balizar fontes noticiosas do que para universalizar a produção da notícia.
Afinal, quem fará parte desses conselhos se não os afinados ideologicamente ou por conveniência ao governo federal? O próprio conceito de conselhos está vinculado à ação de restringir, regular e fiscalizar, ou seja, seu escopo não é o da liberdade, e sim o de controle de algo que se quer regulamentado.
A democratização da mídia está, portanto, em deixá-la livre, e não em circundá-la, como quer o PT. O Congresso Nacional precisa estar atento a projetos que tenham por objetivo a regulamentação da imprensa. Será preciso rechaçá-los como se rechaça toda ideia cujo fim intrínseco seja ferir a democracia.
Vamos dizer não a isso.


RUBENS BUENO é deputado federal pelo Paraná e líder do PPS na Câmara dos Deputados

9

de
setembro

DIA DO ADMINISTRADOR 9 de setembro

Administrador contemporâneo lidera pessoas e integra resultados

Celebrado em 9 de setembro, o Dia do Administrador propõe reflexão sobre o papel estratégico da profissão num mercado de trabalho crescente e cada vez mais sofisticado. Ser administrador é, por um lado, resultado de uma árdua conquista, quase um privilégio, num país de poucos diplomas concentrados numa elite. Por outro lado, a condição implica em grande responsabilidade social, inteligência para a liderança e ousadia para a inovação. Ousadia para abrir-se a ideias novas e nunca parar de aprender, ser flexível e encarar adversidades como chances de crescer e evoluir. Para deixar fluir o poder criativo, desbloquear a mente, raciocinar e participar de forma inovadora, evitando os caminhos mais fáceis.

Onde está presente, a Administração conquista o respeito da sociedade ao desempenhar sua missão com profissionalismo e preparo, participando ativamente da produção e distribuição de bens e serviços nos diversos setores econômicos, em organizações privadas, públicas e não-governamentais (ONGs). Por outro lado, ainda existem muitas áreas em que faz falta uma Administração profissional.

O Estado brasileiro está absolutamente necessitado de uma Administração profissionalizada, que utilize modernas práticas de gestão pública. A sociedade não mais admite resultados pífios, falta de planejamento, de metas e prioridades. Estado eficiente é aquele que orienta suas ações pelo interesse público, transformando a arrecadação de impostos em bens e serviços para atender às necessidades da população. É urgente a implantação da meritocracia, vinculando a ascensão profissional à avaliação de desempenho. Outra medida importante clamada pela sociedade é a drástica redução dos cargos de confiança. A criação de certificação ocupacional para postos estratégicos de livre provimento – sobretudo nas áreas de saúde, educação, segurança e gestão – pode estabelecer a capacidade gerencial como critério para a ocupação de cargo em comissão, em substituição à indicação meramente política. A profissionalização da administração pública também é necessária para estancar a corrupção e o desperdício de recursos públicos, para tirar o país do apagão logístico em que se encontra e para controlar o gasto público.

No setor privado, é preciso intensificar a cultura empreendedora baseada em oportunidade, preparo e inovação no mundo corporativo como fonte principal de dinamismo econômico e bem-estar social, chave para colocar o desenvolvimento numa trajetória ambientalmente sustentável. Embora já tenham incorporado a premissa da qualidade, as empresas de modo geral ainda investem pouco em inovação.

As atividades tendem a ser mais inteligentes e menos operacionais. Em um emprego ou no empreendedorismo, a liderança não é mais imposta e sim conquistada com conhecimento, competência e atitude. O desenvolvimento tecnológico será a força motriz da crescente integração econômica e do novo ciclo de crescimento. As novas tecnologias continuarão a alterar radicalmente as formas de interação humana e produção, revolucionando a antiga ordem com a interconectividade full time num grande banco de dados global e aberto.

As companhias de sucesso no futuro serão aquelas que conseguirem inovar de forma sustentável, proporcionando soluções de excelência para seus consumidores a baixos custos e com benefícios à sociedade. Estão nascendo empreendimentos mais arejados, transparentes, flexíveis e inovadores. Empresas que combinam tecnologia e talentos, produtividade e práticas ambientalmente corretas, lucratividade e responsabilidade social.

Como área multidisciplinar e multiprofissional, a Administração tem amplo leque de empregabilidade. Entre as áreas tradicionais mais promissoras estão a consultoria empresarial, instituições financeiras, segmento industrial, terceiro setor, turismo e lazer, governo e estatais, agronegócio, tecnologia da informação, ensino e educação. Já as áreas mais inovadoras são a gestão ambiental e da sustentabilidade – com foco em resíduos, o juízo arbitral, a gestão de projetos, a governança, a gestão da tecnologia - com tendência à descentralização em substituição ao antigo modelo de comando e controle.

Uma recente pesquisa da FIA (Fundação Instituto de Administração) indica a ascensão de carreiras ligadas a tendências e demandas da sociedade - inovação, qualidade de vida e sustentabilidade - entre as quais gerente de ecorrelações, chief innovation officer, gerente de marketing e-commerce, conselheiro de aposentadoria e coordenador de desenvolvimento de força de trabalho e educação continuada.

A Administração é a área de nível superior que mais contrata, pois a demanda das empresas impede a saturação de vagas na carreira. Mas é também a que mais demite. O mercado de trabalho apresenta a tendência de implantar novos modos de trabalhar e exigir mais qualificação dos profissionais. Cada vez mais, os profissionais serão remunerados conforme resultados. O mercado apostará em bagagem humanista com enfoque holístico para gestão.

Para manter a empregabilidade e a capacidade empreendedora, o administrador contemporâneo preocupa-se com a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental, está preparado para as novas tecnologias, soluciona mais do que reclama. Cabe a ele coordenar ações, integrar resultados, sensibilizar e liderar pessoas, agregando valor ao produto do seu trabalho na busca de benefícios para a sociedade.

Adm. Gilberto Serpa Griebeler

Presidente do Conselho Regional de Administração do Paraná - CRA-PR

29

de
agosto

Fórum Paranaense de Administração 2011 - 31 de agosto em Curitiba

Ricardo Amorim integra o elenco de palestrantes

Ricardo Amorim integra o elenco de palestrantes

Especialistas abordam sustentabilidade, inovação e qualidade da gestão

Em 31 de agosto, acontece em Curitiba nas dependências do Teatro Fernanda Montenegro o Fórum Paranaense de Administração 2011 com especialistas exponenciais que apresentarão palestras sobre temas da Administração contemporânea, como qualidade da gestão pública, sustentabilidade, foco em resultados, oportunidades da economia, atitude e cultura da inovação.

A programação tem início às 14h30 com um momento cultural: espetáculo solo de jazz com o músico Saul Trumpet. Natural de Bandeirantes (PR) e considerado o maior expoente da música instrumental de Curitiba, Saul da Silva Bueno é autor dos CDs “Saul Trumpet Ao Vivo”, “Sal Grosso” e “Saudade”, professor do Conservatório de MPB de Curitiba e da Escola de Música Villa Lobos, além de dar nome ao Prêmio Saul Trumpet de Música instituído em 1996.

Às 15 horas o presidente do CRA-PR, Gilberto Serpa Griebeler, conduz a cerimônia de abertura do evento. Às 15h30 o administrador especialista em gestão de pessoas Eduardo Tevah apresenta a palestra “Gestão, Motivação e Atitude com foco em resultados”. Às 17h30 o economista pós-graduado em Administração e Finanças Internacionais pela ESSEC (École Supérieure des Sciences Economiques et Commerciales de Paris) Ricardo Amorim profere palestra sobre “Realidade Econômica Brasileira e Oportunidades”. Às 19h30 é a vez do consultor empresarial em mudanças e desenvolvimento organizacional, doutor em Ciências Econômicas e Empresariais pela Universidade Autônoma de Madri e em Psicologia Social pela Universidade Complutense, professor da Escola Madrilenha de Negócios, José Maria Gasalla, discorrer sobre “Vamos criar a cultura da inovação: conheça e se beneficie dela”. Cada palestra tem 1h30min de duração e o encerramento está previsto para as 21 horas.

A participação é gratuita para os administradores registrados adimplentes. O preço da inscrição é de R$ 40,00 para estudantes de graduação e pós-graduação e R$ 100,00 para profissionais das demais categorias. Todo o processo de inscrição é feito on line em www.cra-pr.org.br/eventos. Informações: (41) 33115554 eventos@cra-pr.org.br.

20

de
agosto

Após ser preso, qualquer criminoso tem como primeira providência tentar desqualificar o trabalho policial

Nota de Esclarecimento: atuação da Polícia Federal no Brasil

por Valéria Prochmann, sábado, 20 de agosto de 2011 às 03:31

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal vem a público esclarecer que, após ser preso, qualquer criminoso tem como primeira providência tentar desqualificar o trabalho policial. Quando ele não pode fazê-lo pessoalmente, seus amigos ou padrinhos assumem a tarefa em seu lugar.

A entidade lamenta que no Brasil, a corrupção tenha atingido níveis inimagináveis; altos executivos do governo, quando não são presos por ordem judicial, são demitidos por envolvimento em falcatruas.

Milhões de reais ? dinheiro pertencente ao povo- são desviados diariamente por aproveitadores travestidos de autoridades. E quando esses indivíduos são presos, por ordem judicial, os padrinhos vêm a publico e se dizem ? estarrecidos com a violência da operação da Polícia Federal?. Isto é apenas o início de uma estratégia usada por essas pessoas com o objetivo de desqualificar a correta atuação da polícia. Quando se prende um político ou alguém por ele protegido, é como mexer num vespeiro.

A providência logo adotada visa desviar o foco das investigações e investir contra o trabalho policial. Em tempos recentes, esse método deu tão certo que todo um trabalho investigatório foi anulado. Agora, a tática volta ao cenário.

Há de chegar o dia em que a história será contada em seus precisos tempos.

De repente, o uso de algemas em criminosos passa a ser um delito muito maior que o desvio de milhões de reais dos cofres públicos.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal colocará todo o seu empenho para esclarecer o povo brasileiro o que realmente se pretende com tais acusações ao trabalho policial e o que está por trás de toda essa tentativa de desqualificação da atuação da Polícia Federal.

A decisão sobre se um preso deve ser conduzido algemado ou não é tomada pelo policial que o prende e não por quem desfruta do conforto e das mordomias dos gabinetes climatizados de Brasília.

É uma pena que aqueles que se dizem ?estarrecidos? com a ?violência pelo uso de algemas? não tenham o mesmo sentimento diante dos escândalos que acontecem diariamente no país, que fazem evaporar bilhões de reais dos cofres da nação, deixando milhares de pessoas na miséria, inclusive condenando-as a morte.

No Ministério dos Transportes, toda a cúpula foi afastada. Logo em seguida, estourou o escândalo na Conab e no próprio Ministério da Agricultura. Em decorrência das investigações no Ministério do Turismo, a Justiça Federal determinou a prisão de 38 pessoas de uma só tacada.

Mas a preocupação oficial é com o uso de algemas. Em todos os países do mundo, a doutrina policial ensina que todo preso deve ser conduzido algemado, porque a algema é um instrumento de proteção ao preso e ao policial que o prende.

Quanto às provas da culpabilidade dos envolvidos, cabe esclarecer que serão apresentadas no momento oportuno ao Juiz encarregado do feito, e somente a ele e a mais ninguém. Não cabe à Polícia exibir provas pela imprensa.

A ADPF aproveita para reproduzir o que disse o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos: ?a Polícia Federal é republicana e não pertence ao governo nem a partidos políticos?.

Brasília, 12 de agosto de 2011

Bolivar Steinmetz

Vice-presidente, no exercício da presidência

22

de
junho

Pense verde, seja sustentável

Aproveite o Mês do Meio Ambiente para mudar hábitos:

economize água, reduzindo o tempo dos banhos, fechando a torneira enquanto escova os dentes, varrendo a calçada em vez de lavar;

separe o lixo e encaminhe adequadamente pilhas, baterias, óleo de cozinha;

economize energia, desplugando os equipamentos enquanto desligados e evitando deixar em stand by; dando preferência a eletrodomésticos e eletroeletrônicos que economizem energia;

certifique-se da boa origem da madeira ao comprar móveis, preferindo aqueles oriundos de manejo sustentável;

tenha plantas no jardim, no quintal, nas sacadas, nas calçadas, nos ambientes internos, no saguão, pois elas significam ar de mais qualidade e menos poluição;

plante mudas de árvores, cultive uma pequena horta em casa e participe de jardins comunitários;

não jogue nenhum tipo de lixo e bitucas de cigarro nas ruas, calçadas, jardins, praças, parques e praias: tenha coletores de lixo no carro, na bolsa/no bolso e nos ambientes públicos de lazer e recreação;

evite excesso de embalagens e materiais descartáveis, dando preferência aos retornáveis e reutilizáveis;

consuma menos dando preferência a produtos com impacto ambiental reduzido e usando a logística reversa;

não aceite sacolinhas plásticas descartáveis e leve consigo suas próprias sacolas de compras;

só imprima o que for indispensável;

compartilhe materiais e reutilize papéis e embalagens;

evite ligar o ar condicionado e usar o carro: caminhe e pedale mais, compartilhe caronas, use transporte coletivo;

ao comprar um carro, prefira os compactos que ocupam menos espaço e consomem menos combustível, bem como os híbridos e faça manutenções periódicas;

ao comprar ou reformar um imóvel, dê preferência a materiais sustentáveis e a construções com eficiência térmica e energética, bem como que privilegiem o uso da luz natural; considere o emprego de materiais de demolição; evite pavimentar todo o solo, mantendo pontos de terra para o solo respirar;

apoie o comércio justo e não compre produtos pirateados ou contrabandeados;

prefira lâmpadas que gastem menos energia elétrica e tenham mais durabilidade, bem como pilhas recarregáveis;

no trânsito, apoie a mobilidade e facilite a vida dos pedestres, ciclistas e portadores de necessidades especiais;

não promova e denuncie a prática de queimadas de lixo e pneus e não solte balões;

use as tecnologias para encurtar distâncias, economizar combustível, evitar a poluição ambiental e/ou sonora desnecessária;

ajude a divulgar os preceitos de um estilo de trabalho, de lazer e de vida sustentável;

no Twitter siga entidades que promovem a consciência ambiental;

exerça sua cidadania como profissional, eleitor e consumidor, participando ativamente e exigindo dos políticos, das empresas e das entidades o compromisso com a sustentabilidade e sua prática;

apoie causas relacionadas a contenção do desmatamento florestal e dos desperdícios, degradação do ar e fabricação de produtos de alto teor tóxico, combate ao uso de energias poluentes, proteção das águas (mares e rios) contra despejos tóxicos e acidentes ambientais, proteção da camada de ozônio e de espécies em extinção, combate ao tráfico de animais, à caça e à pesca predatórias;

disponha-se a reciclar a mentalidade e adotar novos padrões de produção e consumo em casa, no escritório, no lazer e no consumo.

19

de
maio

Onde está a urbanidade?

  

Grande polêmica toma conta da cidade em que nasci e onde resido há 45 anos porque a ação integrada de fiscalização urbana interditou no último dia 14 o bar e restaurante Beto Batata, entre outros estabelecimentos comerciais, por descumprimento da lei e devido a sucessivas reclamações de suas respectivas vizinhanças por meio dos canais democráticos de manifestação da cidadania, incluindo dois acordos judiciais desonrados.

Frequento o local há algum tempo, seja para participar de lançamentos de livros, seja para saborear a deliciosa batata suíça – minha predileta é a Dagmar / Leonor. Aprecio as exposições, a música ao vivo e os livros, bem como o astral criativo do local, embora desgoste da situação precária dos sanitários, que bem poderiam oferecer mais higiene e conforto à clientela. Sou cliente também do delivery: a atendente já sabe até qual será o meu pedido, que chego a fazer mais de uma vez por semana. 

 

Não sou adepta do silêncio absoluto. Sou mundana e notívaga. Respiro cultura desde que nasci. Tive a sorte de um lar culturalmente efervescente: me criei frequentando teatros, cinemas, vernissages, lançamentos de livros, museus, bibliotecas, espetáculos de música e dança, debates, etc, o que faz parte do meu DNA. Gosto muito de um bom e inflamado bate-papo e já causei muito barulho como ativista estudantil e feminista. Quando dirigi a Biblioteca Pública, quebrei o paradigma do silêncio total, respeitando o bom senso e promovendo ações culturais de variados tipos, inclusive a mímica, que faz um bom “barulho” sem ser barulhenta. Passei anos da minha vida acompanhando shows e ensaios de duas bandas de amigos meus: uma de axé, samba, pagode e mpb; outra de rock´n´roll. Adoro Carnaval e uma pista de dança. Nem por isso me sentia no direito de fazer barulho nas ruas, pois prezo a preservação ambiental, o direito ao sossego público e ao descanso.

Curitiba, que sempre foi uma cidade pacata e sossegada após as 9 da noite, de uns anos para cá mudou seu perfil. Tornou-se cidade universitária, com grande movimentação noturna. O aumento exponencial da população, com a chegada de muita gente do interior do Estado e de outros Estados, provocou mudanças nos costumes, entre as quais uma vida noturna mais movimentada, o que se conhece por “night”. O clima também melhorou: tem feito mais calor, talvez por obra do aquecimento global. Gosto de ver mesinhas em calçadas, gente animada batendo papo e se divertindo. Mas há um lado da boemia que pode ser profundamente irritante para quem reside próximo a casas noturnas: o barulho e a arruaça perturbam o sossego público e o merecido descanso de quem trabalha e estuda, de quem paga impostos e tem direito à paz nas madrugadas, nos feriados e finais de semana.

Sou testemunha viva dos malefícios da perturbação do descanso, que é mais abrangente do que o sono e inclui o lazer. O barulho externo excessivo e incessante impede que se durma, que se leia, que se assista a um filme, que se converse, que se faça sexo em paz. Além de trabalhadores e estudantes, há bebês com sono leve, doentes convalescendo. Comecei a tomar consciência disso por causa de um incômodo vizinho que deixou um pitbull ladrando sozinho incansavelmente todas as madrugadas num imóvel comercial em frente ao meu prédio durante sete anos, causando revolta e indignação em toda a vizinhança. Por duas vezes atravessei a rua para conversar, em vão: só ouvi ameaças e xingamentos. Queixas na polícia e no 156 de nada adiantaram.  Foi preciso uma comissão de moradoras formada por uma delegada, uma promotora, uma juíza e uma advogada para dar um prazo para a retirada do animal (que também sofria) sob pena de uma ação judicial com polpuda indenização para a vizinhança, para que o mau vizinho tomasse providências e levasse o cão embora. Esse mesmo estabelecimento já teve um incêndio por descuido em suas instalações. E certa vez, ao promover uma ação denominada “vendedor pitbull”, soltou fogos de artifício a ponto de um vizinho do prédio ao lado sair à rua aos berros, exigindo respeito, já que a mãe dele convalescia de uma grave enfermidade e estava sendo afetada.

Outro motivo de indignação aqui no Centro Cívico onde moro são os sucessivos eventos religiosos, esportivos, militares, políticos, sindicais, eleitorais e comerciais que ocorrem – com autorização do poder público – invadindo nossos lares e ferindo nossos ouvidos. Nada tenho contra que alguém reze ou ore para seu deus, escute suas músicas preferidas ou pregue suas teses, desde que não me obrigue a ouvir o que não desejo. Como contribuinte e cidadã, considero-me desrespeitada e tenho cobrado das autoridades responsáveis – executivas, legislativas e judiciárias – providências para que os direitos dos moradores sejam respeitados.

Moro em frente ao Clube dos Subtenentes e Sargentos do Exército, que costuma promover e alugar seu salão para “bailões”. Não são raros os fumantes que formam chacrinhas na calçada conversando em voz alta, fazendo necessidades nas árvores, atirando bitucas na rua. Pessoas embriagadas que na saída brigam por mulher e até por táxi. Motoristas que saem cantando pneus e dirigindo na contramão. Já atravessei a rua às 3 da madrugada para pedir respeito e só recebi sarcasmo. Não adianta vários vizinhos saírem às sacadas e pedirem silêncio: essas pessoas – que meu pai chamava de “espíritos de porco” – sentem um prazer psicopata em perturbar e tirar a tranquilidade dos outros. Precisam de tratamento psiquiátrico e/ou psicológico: seja para a solidão, seja para a necessidade de chamar a atenção, seja para a inadequação ao meio social, seja para o alcoolismo, o tabagismo e o consumo de entorpecentes. Não há lei nem ação fiscal que dê conta.

Isso não tem nada a ver com caretice. É antes direito do cidadão que se inscreve no conceito de urbanidade e de convivência harmônica em sociedade. Para regular a situação existe o estado de direito democrático – e as leis são válidas para todos. Infelizmente as leis e as ações fiscais são necessárias para aqueles que não têm bom senso nem boa educação, que não sabem se divertir ou tocar seus negócios sem perturbar e desrespeitar seus semelhantes.

Em artigo recente na Folha de S. Paulo, a fonoaudióloga Andrea Cintra Lopes alerta para os danos que o excesso de barulho nas grandes metrópoles pode causar nas pessoas, entre os quais estão perda auditiva, insônia, dores de cabeça, problemas cardíacos, hipertensão, cansaço, dificuldade de concentração, distúrbios neurológicos, circulatórios e gástricos, queda do rendimento escolar e profissional, além de problemas auditivos irreversíveis.

Discordo de quem pretende afugentar os moradores do centro para o subúrbio. Especialistas em urbanismo são unânimes em afirmar que esse é o início da degradação dos centros urbanos, já que a moradia assegura a qualidade de vida de um bairro. Quando os moradores desaparecem, os prédios viram cortiços e as “cracolândias” se instalam. O comércio fecha as portas e se muda para outro ponto da moda, enquanto a cidade se degrada, à custa do contribuinte, aumentando o problema social. O centro precisa ser ocupado por moradores e pela economia criativa para viabilizar-se, preservando seu valor. Esta é a experiência de grandes cidades como Nova York (Times Square), Paris, Buenos Aires, Roma, Madri, Barcelona - onde aliás não se vê muvuca na madrugada - e mais recentemente Bogotá. Quem morou na Califórnia bem sabe que em cidades como San Francisco e San Diego é proibida a venda de bebidas alcoólicas após as 23 horas. Em Veneza, em 2007 retornava de sessões do Festival de Cinema durante a madrugada por dez dias seguidos sem ver uma arruaça sequer. O Rio começou há dois anos seu choque de ordem e Sampa tem o PSIU. Moradores dos Jardins mobilizaram-se há cerca de oito anos estendendo faixas pelo direito ao sono.

O que está havendo no Brasil é uma grande confusão sobre a noção de direitos, após a redemocratização. Grande parte das pessoas considera-se no “direito” de fazer o que quer: afrontar leis de trânsito e reclamar dos radares, beber até cair e sair dirigindo, fumar jogando a fumaça na cara dos outros, tocar música alto obrigando os outros a ouvirem, jogar lixo na rua entupindo os bueiros e danificando o ambiente, brincar com tochas de fogo nos semáforos pondo em risco a segurança pública. Isso não é democracia tampouco cultura: é selvageria. É o princípio da lei do mais forte, da falta de cultura, da barbárie.

E não se invoque o fato de ser o Beto Batata um incentivador da cultura para blindá-lo das ações fiscais do poder público. Ele constitui essencialmente um estabelecimento comercial, que fatura e lucra alto com a venda de bebida alcoólica. Seu caráter cultural é secundário e serve para atrair sua clientela diferenciada de formadores de opinião. Não pode ser pretexto para isentá-lo de cumprir a lei e respeitar sua vizinhança. Se não tem licença ambiental, não pode tocar música. O que está em questão, portanto, não é a cultura e sim a noção do espaço público - na selvageria, terra de ninguém onde todo mundo faz o que quer; na urbanidade, espaço de convivência e respeito mútuo.  

A meu ver, bem faria o Beto Batata em pedir desculpas à sociedade curitibana por todo o tempo que passou infringindo a lei e desrespeitando sua clientela, sua vizinhança, seus empregados e seus terceirizados (músicos). Deve pagar as multas e ajustar sua conduta, modificar seu comportamento, sua atitude. Aliás, a moderna governança estabelece que a comunidade em que o negócio está inserido é um dos interlocutores com os quais é recomendável manter bom relacionamento, além de colaboradores, clientes, acionistas e outros stakeholders. Para merecer a designação de moderna, toda empresa precisa ser social e ambientalmente responsável, coisa que o Beto Batata não está sendo ao tentar colocar-se de vítima numa situação em que é na verdade vilão.

Os dados a que tive acesso sugerem que não houve a propagada “truculência” na ação fiscal. Truculento - conforme o pai dos burros - é cruel, bárbaro. Não foi o caso da ação fiscal que combinou diversos órgãos da administração pública cumprindo seu dever. Gostaria isso sim que esse tipo de ação fosse mais frequente e abrangesse também outros focos de barulho e ruído, como manifestações de rua, cultos religiosos e obras de construção civil realizadas nas madrugadas, finais de semana e feriados. É muito comum aqui no Centro Cívico fazerem reformas em conjuntos comerciais durante a madrugada. Nem sempre conseguimos identificar a origem dos incômodos ruídos. Truculência é deixar um pitbull amedrontando a vizinhança. É brincar com fogo no semáforo. É estacionar sobre as calçadas, invadindo o espaço do pedestre e destruindo o calçamento. É impedir crianças, trabalhadores e idosos de dormir.

Finalmente, mesmo sendo amante da música – pois como, durmo, estudo, trabalho, transo e me divirto ao som de música - não caio na chantagem dos músicos de que irão à falência se as ações fiscais prosseguirem. Diziam o mesmo das leis seca e antifumo: os bares iriam fechar, os restaurantes iriam à falência. No entanto, o que se vê são casas noturnas apinhadas de gente, com filas enormes e amontoados de pessoas se acotovelando em seus interiores, faturando adoidado.

Bem poderia a Câmara Municipal refazer a lei do silêncio considerando a nova realidade da nossa cidade.

Ao redigir este texto, acabo de tomar conhecimento de que vem aí uma marcha evangélica no sábado (21) para atormentar meus ouvidos por horas a fio, com autorização do poder público, que não deixa o Centro Cívico ser apenas e tão somente cívico. Vou fazer a malinha e dormir fora…

6

de
maio

Sejamos quem somos

Campanha da American Apparel

Campanha da American Apparel

Ontem foi um dia histórico para a justiça e a sociedade brasileiras. Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a união estável entre homossexuais como entidade familiar, com direito à proteção do estado e da sociedade. Com décadas de atraso, foi uma vitória da privacidade, dignidade, da liberdade, da igualdade, da autenticidade, da laicidade e da fraternidade entre os seres humanos – preceitos da modernidade.

 

 

A privacidade – direito consagrado na Constituição Federal – significa que a vida íntima é da esfera do indivíduo e de ninguém mais. Em outras palavras, cada um vive como quer. Não cabe ao estado tampouco à sociedade impor normas de conduta no âmbito da intimidade em questões que não impliquem risco à sociedade.

A dignidade diz respeito aos direitos humanos e ao reconhecimento social. De hoje em diante, o par afetivo homossexual torna-se digno da respeitabilidade do meio social.

A liberdade refere-se à escolha, ao livre arbítrio, à autonomia e à independência do indivíduo para viver de acordo com sua própria realidade, seus valores e suas convicções. No caso específico, não se confunda com entender a homossexualidade como uma escolha. Trata-se da liberdade de viver como homossexual que se é, estabelecendo parcerias afetivas por livre escolha. O contrário da liberdade é a submissão, é a servidão, é a escravidão.

Aqui sobressai a autenticidade, fator de grande importância para a felicidade de todo ser humano: aceitar sua condição (seu corpo, sua face, sua origem, sua história, seu temperamento, suas características) e assumir-se como se é no meio social. Implica não fingir, não dissimular, não mentir, não disfarçar, não esconder e não se autoenganar.

A igualdade implica em ter os mesmos direitos e deveres que os semelhantes. É na igualdade que nascemos e vivemos todos como cidadãos – não mais súditos, submissos, servos, escravos, condições em que uns têm mais direitos que outros (por exemplo, nas monarquias e nas tiranias). No caso específico, as parcerias afetivas homossexuais tornam-se iguais às heterossexuais em direitos e obrigações perante a lei e a sociedade. O preceito aplica-se parece-me a seguros, planos de saúde, herança, adoção, imposto de renda, entidades e ambientes sociais, entre outras situações. Ninguém poderá sofrer discriminação por manter união estável homossexual.

A laicidade diz respeito à separação entre religião e estado, bem como à convivência no espaço público. O Brasil é laico, ou seja, não é um estado religioso em que determinada religião estabelece modos e estilos de viver. Nosso país é uma república democrática – não teocrática. Nossos espaços públicos estatais e não-estatais – ruas, praças, parques, shoppings, clubes, restaurantes, aeroportos, rodoviárias, supermercados, etc – são laicos. Cada ser humano tem a liberdade de escolher ou não uma religião para seguir e de viver de acordo com suas regras morais, porém não pode impor tais regras de conduta no contexto de uma sociedade e de um estado laicos.

Finalmente a fraternidade diz respeito à convivência pacífica, gentil e civilizada entre os seres humanos, independente de suas diferenças. No caso específico, significa que não há lugar para violência, agressão, preconceito, discriminação, assédio moral, bullying, segregação e nenhuma outra forma de intolerância contra uniões homossexuais. Casos como as agressões perpetradas na Avenida Paulista por grupos “anti-gays” devem deixar de ocorrer, pois representam intolerância e ofendem a individualidade, a liberdade, a autenticidade, a laicidade, a igualdade e a dingidade humanas, ou seja, valores da nossa sociedade moderna.

Quando vi Elton John e seu parceiro afetivo entre os convidados do casamento real britânico na semana passada, constatei o quanto a modernidade triunfou, ainda que no contexto de uma monarquia. Filha de um casamento heterossexual, tive a sorte de crescer e ser educada numa família autêntica e tolerante. O homem da família – meu pai Régenis Prochmann, médico – foi um humanista e sempre cultivou amizades com homossexuais, que frequentaram nossa casa. Era na época um dos poucos médicos da cidade com quem homossexuais sentiam-se à vontade para consultar. Sou testemunha viva de que conviver com homossexuais não torna ninguém homossexual. Homossexualidade não “pega”, como temem alguns por ignorância. De modo que convivi com homossexuais desde a mais tenra infância, como também no meio cultural, artístico e intelectual. Sempre me entristeceu o fato de que pessoas homossexuais precisassem disfarçar sua condição em suas vidas sociais, profissionais e familiares. Em casos extremos, casavam-se com pessoas do sexo oposto para manter um casamento de aparências, pois a partir de certa idade, se ficassem solteiras, seriam objeto de assédio moral. As principais vítimas disso eram seus cônjuges, condenados a uma vida sexual conjugal insatisfatória.

Já na Constituinte (85-88), nós que atuamos com vigor tentamos em vão incluir a orientação sexual entre as condições protegidas pela igualdade perante a lei. De lá para cá, felizmente a ciência evoluiu e veio a esclarecer que a homossexualidade não se trata de perversão, doença nem propriamente de uma opção e sim de uma condição, determinada por fatores hereditários e genéticos, com destaque para hormônios e influenciada por fatores ambientais. Gays de todo o mundo passaram a adotar uma atitude e uma postura afirmativa e assertiva, “saindo dos armários”. Merecem, neste momento, nossa homenagem, pelos riscos de todos os tipos que correram, pelos preconceitos que enfrentaram, pela coragem que neles venceu o medo de se expor, de modo a transformar a história. O Parlamento brasileiro vem lavando as mãos na matéria. Apesar dos altos salários que recebem os congressistas e do elevado ônus financeiro para a sua manutenção, o Congresso Nacional trabalha pouco. Há 15 anos Marta Suplicy apresentou projeto de lei para reconhecer e legalizar a união homoafetiva, o qual foi insistentemente combatido por igrejas. Políticos em geral têm medo de enfrentar igrejas, ainda que suas convicções pessoais sejam opostas. Na verdade, é medo de perder votos dos “rebanhos”. Porém, os sucessivos escândalos de pedofilia ocorridos no seio da santa igreja católica mostraram ao mundo o alto preço pago por essa instituição ao condenar a homossexualidade de forma medieval como “perversão” e ao exigir o celibato dos integrantes do clero, ambas posições contrárias à natureza humana. As maiores vítimas são as crianças e os jovens abusados e violentados. Igrejas têm todo direito de pregar e cobrar condutas para e de seus fieis, no âmbito de seus templos. Mas não têm o direito de impor suas regras à ordem jurídica e legal de um estado laico. É lamentável que o Judiciário tenha sido instado e compelido a se manifestar sobre matéria que deveria ter sido tratada pelo Legislativo preguiçoso, lento e desconectado da realidade social. O Brasil chega sempre atrasado. Assim foi com a abolição da escravatura, a declaração da independência, a proclamação da república, o fim do voto censitário, a criminalização do racismo, a igualdade de direitos da mulher, entre tantas outras matérias.

Ao longo da história, velhos paradigmas se desfazem para dar lugar a novos. Duas mulheres que formam uma parceria afetiva no Rio Grande do Sul recentemente derrubaram o paradigma de que “mãe é uma só”. Uma deu o óvulo, outra abrigou a gestação, ou seja, a criança tem duas mães! E o pai doador do semên é um homossexual amigo das duas mães. Sinal dos tempos! O médico sexólogo Alfred Kinsey já demonstrou em meados do século passado que raramente um ser humano é 100% hetero ou homo, ao elaborar a famosa Escala de Kinsey, segundo a qual a sexualidade da imensa maioria das pessoas se situa em algum nível intermediário, o que também pode variar de acordo com os momentos e as fases de suas vidas. A homofobia – medo, pavor, pânico da homossexualidade – via de regra esconde uma sexualidade enormemente perturbada e reprimida. Sem falar no homossexual egodistônico – fenômeno muito comum entre religiosos – pessoas que sublimam sua homossexualidade para negar sua condição natural.

Ao defender causas polêmicas, não me canso de ser tachada de “muito avançada para minha época”. Não me arrependo. Sempre tendi a acreditar que naturalmente podemos todos ser no mínimo bissexuais, senão pansexuais. O que encaminha a maioria de nós para a heterossexualidade é a educação repressiva levada a termo por religiões, famílias e em alguns casos pelo estado. Instituições de origem patriarcal que difundem a ideia de que a sexualidade se destina exclusivamente à reprodução e à procriação, à formação de rebanhos no velho estilo “povoai o mundo”, mesmo que atualmente o mundo esteja superpovoado a ponto de não dar conta do próprio lixo. Negam a sexualidade como fonte de prazer. Nesse contexto, a homossexualidade é revolucionária. Sem esquecer que uma pessoa homossexual pode ser conservadora ou liberal em matéria ideológica. Eis a complexidade da condiçao humana! Só temos algo em comum: todo mundo morre  - e nossa matéria se decompõe. Por isso sejamos quem somos, como certa vez bem disse Roberto de Carvalho em programa televisivo. E mostremos todos nossa capacidade enquanto seres modernos que somos de conviver em fraternidade, civilidade, igualdade, liberdade, dignidade e autenticidade na laicidade.

Um brinde ao STF, outro ao presidente do IBDFam (Instituto Brasileiro de Direito de Família) Rodrigo da Cunha Pereira – cujo artigo recentemente veiculado na Folha de S. Paulo e combativa atuação foram determinantes para essa conquista – e mais um a cada homossexual brasileiro, que teve reconhecido seu direito de viver na modernidade.

4

de
maio

Dia mundial de higienização das mãos

 

O Dia Mundial de Higienização das Mãos foi criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com pesquisas, o simples gesto reduz em 50% o índice de mortes por diarreia e em 25% as por infecções respiratórias, e são mais eficientes do que prevenção por meio de vacinas ou intervenções médicas. Além disso, pesquisas mundiais apontam que 40% das pessoas não lavam as mãos depois de ir ao banheiro.

Lavar as mãos é um hábito simples que previne doenças e reduz infecções. Assim, promove a segurança não só de pacientes e profissionais da saúde, mas também de toda a população. Por isso, nesta quinta-feira (5 de maio), Dia Mundial da Higienização de Mãos, os hospitais VITA Curitiba e VITA Batel promovem ações para sensibilizar e informar pacientes, familiares, profissionais de saúde e usuários do hospital sobre os cuidados básicos para evitar doenças como gripe, inclusive a Gripe A (vírus H1N1), conjuntivite, diarreia infecciosa e as chamadas infecções hospitalares ou infecções relacionadas aos serviços de saúde.

O objetivo da ação é transformar a lavagem das mãos com água e sabonete líquido num hábito automático, feito não somente no setor de saúde, mas também em casa, escolas e comunidade. “Manter as mãos limpas é uma prática ou hábito seguro que precisa ser seguido por todos”, explica a médica Marta Fragoso, infectologista e coordenadora do Núcleo de Gestão de Segurança Assistencial dos Hospitais VITA Curitiba e VITA Batel.

A ação serve também para alertar sobre o risco de infecção hospitalar, já que em 15 de maio comemora-se o Dia Nacional do Controle das Infecções em Serviço de Saúde. “Com a mobilização, os hospitais VITA Batel e VITA Curitiba têm a oportunidade de conscientizar pacientes, familiares e relembrar aos profissionais da saúde os procedimentos simples que devem ser adotados”, conclui a infectologista.

Confira abaixo algumas dicas básicas da infectologista Marta Fragoso, sobre a forma correta de higienização das mãos e também como proceder quando não há condições ideais para lavar as mãos.

Quando lavar as mãos:
Antes de comer;
Antes e depois de ir ao banheiro;
Sempre que levar a mão ao nariz ou à boca;
E sempre que perceber que estão sujas e precisam ser higienizadas.

Como higienizar: A correta higiene das mãos é feita com água corrente, sabonete líquido e papel toalha para secar a pele. As bactérias são removidas por ação mecânica, ou seja, é necessário esfregar as mãos. A espuma presente no sabonete também ajuda a remover a gordura da pele, eliminando maior quantidade de germes.

Sabonete: Fora de casa, é necessário usar sempre sabonete líquido. Se a única opção for utilizar em barra, não use, pois quem lavou as mãos antes deixou bactérias no produto. Nesse caso, esfregue as mãos, seguindo os movimentos que faria com o sabão, lavando apenas com água.

Secagem: A secagem das mãos deve ser com material de uso exclusivo, ou seja, toalhas de papel descartáveis. Se as opções forem as de pano ou toalhas convencionais, melhor não secar. Não enxugar na roupa para não contaminar novamente as mãos. O ar quente, disponível em aparelhos também é eficaz e tem o mesmo efeito da toalha de papel. Outro cuidado importante é fechar a torneira protegendo a mão com o papel.

Sem água: Na ausência de pia (ou a presença de uma pia que não oferece condições de higiene), o gel de limpeza de mãos é tão eficiente quanto uma lavagem correta das mãos, já que a maioria contém álcool, que remove boa parte das bactérias. No caso de outros produtos, como lenços umedecidos, é preciso prestar atenção à formulação. As que contiverem álcool são eficazes, mas os demais farão apenas a limpeza parcial das mãos.

Fonte: Central Press

2

de
maio

Todo ato de perversidade contra civis inocentes constitui um ultraje à humanidade

Estou muito feliz com a anunciada morte de Osama Bin Laden. Porque – mesmo não tendo filhos – tenho sobrinhos, filhos e filhas de amigos e amigas, alunos. Porque me sinto parte integrante da civilização, da maioria da humanidade que deseja viver em paz, com liberdade e sob justiça. E não me surpreende que sejam os jovens a celebrar nas ruas dos EUA.

Ao término de dois governos Clinton nos EUA, o mundo estava bem melhor. Acabara a guerra fria, sob a qual minha geração cresceu e amadureceu. As mulheres, os homossexuais, os negros e o meio ambiente haviam ganho espaço. Os yuppies e workaholics entraram em decadência, dando lugar aos worklovers. A indústria da informática prosperava, enquanto declinavam as indústrias petrolífera e armamentista. Graças à intervenção de Clinton, estavam pacificadas diversas regiões que há muito viviam em guerras e conflitos insanos: Irlandas do Sul e do Norte – África do Sul – Balcãs (Bósnia, Sérvia, Herzegovina, Croácia). O Oriente Médio havia assinado uma trégua e estava dialogando com alguma esperança, com Arafat na Palestina e Yitzhak Rabin em Israel. A eleição de Bush – mais devida à campanha puritana movida pela direita norte-americana por causa das puladas de cerca de Clinton, apesar da enorme prosperidade econômica – havia sido uma tremenda patetada. O sujeito entrara na presidência da nação mais poderosa do mundo sem respeitabilidade moral e política, graças à renúncia de Al Gore.

Foi então que Bin Laden tramou e levou a termo seus ataques terroristas aos EUA, que vieram a ceifar os sonhos de toda uma geração. Muito mais do que um mero ataque ao capitalismo e ao “imperialismo norte-americano”, foi um ataque à civilização. Foi como se regredíssemos a Hitler, Stálin, Mussolini, Franco, Pinochet e outros psicopatas, assassinos em massa que assolaram o século 20. A paranoia tomou conta do mundo – não só o ocidental, pois é bom lembrar que muitas desses milhares de vidas ceifadas pelo terrorismo fundamentalista islâmico eram muçulmanos e árabes. O Brasil perdeu Sérgio Vieira de Mello, um dos melhores quadros de nossa alta diplomacia, que bravos e relevantes serviços prestara à paz internacional. Fomos compelidos a abrir mão de nossa liberdade, de nossa privacidade e até mesmo de nossa dignidade em nome da segurança. A humanidade tornou-se hipervigilante, ansiosa, paranoica. As fronteiras – que cada vez mais se tornavam abertas e interligadas – viraram zonas de confronto e intolerância. Inseguros, os seres humanos do mundo todo voltaram a viver em desconfiança. Um dos piores resultados das ações da extrema direita protagonizadas por Bin Laden foi conferir a Bush o status de estadista que ele não tinha, unindo o povo norte-americano em torno dele e reconhecendo nele uma liderança política e moral de âmbito internacional. O resultado todos conhecemos: além da paranoia e do endurecimento, das duas guerras sangrentas por ele deflagradas, assistimos ao recrudescimento das indústrias petrolífera e armamentista e do criacionismo contra o evolucionismo, ao retrocesso em todas as matérias relativas a direitos das mulheres, dos homossexuais e dos hispânicos, ao retorno da velha divisão do mundo entre o bem e o mal, à volta do unilateralismo e da arrogância, aos tristes métodos da tortura e da violação dos direitos humanos fundamentais. E quantas vidas ceifou o Taleban no próprio Oriente? Esse foi o “serviço” prestado por Bin Laden, sua Al Qaeda e o Taleban, a extrema-direita fundamentalista corrupta, pérfida, cruel, tribal, sanguinária, bárbara, tirana, que lucra com o tráfico de ópio, que ilude mentes bem intencionadas, que manipula consciências por meio da manutenção das massas na ignorância e as instrumentaliza usando a religião, que transforma crianças e jovens em “bombas humanas”, que trucida adversários, mutila homossexuais, chibateia e apedreja mulheres que ousam desafiar sua tirania.  

O ataque perpetrado pela Al Qaeda em Nova York em 2001 me ultraja como ser humano da mesma forma que os ataques levados a termo por George W Bush no Iraque e no Afeganistão com vítimas civis inocentes. Todo ato covarde contra civis inocentes é ultrajante para a humanidade.

Obama não veio para brincar de presidente dos EUA. Por si só ele já é um bem, ainda que nada fizesse. É multirracial, é havaiano, é informatizado, é graduado em Harvard, é feminista, é ambientalista, é pacifista, é jovem de espírito, é arejado, é democrático, é moderno, é progressista, é um tesão de homem. E aos esquerdistas equivocados que estão a lamentar a morte do sanguinário, lembro que o tal foi forjado pela CIA em seus piores tempos anticomunistas.

Consciente de que a morte dele não extirpa por completo a extrema direita sanguinária, respiro mais aliviada e feliz porque tive o consolo de ver seu desaparecimento da face da Terra ainda no meu tempo. Porque meus sobrinhos, os filhos de meus amigos, alunos, crianças e jovens ganham hoje um pouco mais de esperança. Porque a democracia, a liberdade, a civilidade, a paz, a alegria e a justiça foram vencedoras. Um psicopata a menos para aterrorizar a humanidade.

2

de
maio

Um psicopata a menos a atormentar o mundo. Viva Obama!

Bin Laden está morto! Um psicopata a menos a atormentar o mundo!  Bin Laden foi morto neste domingo em uma mansão nos arredores de Islamabad. A morte decorreu de uma ação de inteligência do Exército dos EUA em parceria com o Paquistão, que localizou o terrorista na última semana. Em pronunciamento feito na TV na noite deste domingo (1º), o presidente norte-americano, Barack Obama, confirmou a morte do líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama Bin Laden, e disse que o corpo dele está com os Estados Unidos. Obama disse ainda que a operação só foi bem sucedida devido a ajuda do governo do Paquistão, que facilitou que as equipes encontrassem o esconderijo do terrorista. “Esse é um dia histórico para as duas nações”, disse Obama. “Finalmente, na última semana, eu determinei que nós tínhamos informações suficientes para agir”, disse Obama.
Neste domingo, segundo o presidente, foi dada a ordem para que uma equipe de soldados dos EUA capturasse o líder terrorista. Obama afirmou que nenhum americano foi ferido na operação, ocorrida na cidade de Abbottabad, no Paquistão.
“Depois de troca de tiros, eles mataram Osama Bin Laden e tomaram seu corpo sob custódia”, afirmou Obama. Segundo o presidente americano, a captura de Bin Laden foi um dos maiores trunfos de seu governo. Ele revelou ter determinado ao diretor da CIA (agência de inteligência americana) que tornasse a captura de Bin Laden uma prioridade. Centenas de pessoas estão concentradas na frente da Casa Branca, em Washington, para comemorar com gritos de alegria e mensagens patrióticas a morte. 
Após relembrar a dor dos ataques de 11 de Setembro de 2001 e a morte de homens e mulheres inocentes, Obama disse que capturar o terrorista era prioritário. “Nós podemos dizer para todas as famílias que perderam entes queridos que a Justiça foi feita”, disse Obama. Quatro aviões sequestrados e 19 terroristas dispostos a morrer foram suficientes para, no dia 11 de setembro de 2001, mergulhar os Estados Unidos no horror e transformar esse país até então inatingível em seu próprio solo na vítima de uma pérfida e cruel operação terrorista dirigida contra os símbolos de seu poder. O mentor do ataque era Osama bin Laden. No céu ensolarado de Nova York, dois Boeing 767 sequestrados, com 92 e 65 pessoas a bordo, se espatifaram com 17 minutos de intervalo (8h46 e 9h03) contra as torres gêmeas do World Trade Center de Nova York, símbolo do capitalismo norte-americano. Às 9h43 locais, um Boeing 757 no qual viajavam 64 pessoas se lançou contra o Pentágono em Washington, sede do Ministério de Defesa norte-americano, e 30 minutos mais tarde, um Boeing 757 com 44 pessoas a bordo caiu em um campo perto de Pittsburgh (a 300 km de Washington). Os passageiros - todos mortos - deste último enfrentaram os piratas aéreos. As equipes de socorro, superadas pela magnitude da catástrofe, tentavam coordenar-se enquanto nos andares superiores das torres do World Trade Center, centenas de pessoas prisioneiras tentavam escapar do inferno. Alguns subiam ao telhado esperando os helicópteros, incapazes de aproximar-se devido ao calor e à fumaça. Outros empreendiam uma longa descida pelas escadas de socorro, algumas delas bloqueadas pelos escombros. Mas muitos se jogaram pelas janelas. Às 10h05, a torre sul do World Trade Center, atacada em segundo lugar, desabou em uma avalanche de fogo e poeira, lançando à morte centenas de empregados e membros de grupos de socorro. A segunda desabou 23 minutos mais tarde. Cerca de 25 mil pessoas trabalhavam nas torres de 110 andares naquela manhã de 11 de setembro de 2011. As primeiras estimativas avançaram o dramático número de 6 mil mortos. O balanço desceu progressivamente a 2.919 após meses de buscas. A zona sul de Manhattan foi enterrada sob a poeira e os escombros. Dezenas de milhares de pessoas em pânico, algumas feridas, tentavam fugir para a zona norte da cidade. As famílias buscavam desesperadamente notícias de seus parentes.
Sob o impulso de seu prefeito, Rudolph Giuliani, Nova York tentava fazer frente à catástrofe. Nova York, coroada por uma nuvem de fumaça negra visível a 50 km em torno, preparava-se para passar a noite mais dramática de sua história. As pontes e túneis que unem Manhattan ao resto da cidade foram fechados, o então prefeito Rudolph Giuliani da cidade ordenou aos nova-iorquinos que não saíssem de casa. Toda a zona sul de Manhattan, onde trabalham centenas de milhares de pessoas, foi progressivamente evacuada. Poucos minutos antes da meia noite, Giuliani anunciou que dois policiais tinham sido retirados dos escombros do World Trade Center, formando parte dos poucos sobreviventes encontrados após a queda das torres.
A 330 km dali, a capital federal, Washington, estava também em pânico.

Aos esquerdistas que lamentam a morte do Bin Laden só quero lembrar que ele foi forjado pela CIA, era anticomunista ferrenho e não passava de um psicopata.
Ex-colaborador da CIA, engenheiro civil, é um dos cerca de 50 filhos do construtor saudita Mohammed bin Laden. Osama bin Laden iniciou sua carreira no Afeganistão nos anos 70, ajudando os EUA a expulsar tropas soviéticas. Criou a Al Qaeda (a base, em árabe) em 1998 e no mesmo ano mostrou seu cartão de visitas explodindo embaixadas americanas no Quênia e Tanzânia, com saldo de 224 mortos e milhares de feridos.
Em 2001 veio sua ação contra as Torres Gêmeas e o Pentágono. Virou alvo número um dos Estados Unidos, procurado vivo ou morto. Esteve por trás, ou serviu de inspiração, para ataques em países tão diversos como Espanha, Indonésia, Marrocos e Turquia. Ameaçou comandar ações terroristas na Itália, França e Inglaterra.

Fontes: Globonews | folha on line | g1.com.br

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