Piperácea - Valéria Prochmann

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28

de
February

Festival de Teatro de Curitiba: ingressos à venda

Já estão à venda os ingressos para o Festival de Teatro de Curitiba, que rola de 29 de março a 10 de abril. Espetáculos em cujas plateias estarei: É com esse que eu vou - o samba de Carnaval na rua e no salão (Sérgio Cabral) | Édipo (Elias Andreato) | Ligações Perigosas (Ricardo Rizzo) | Preferiria Não? (Denise Stocklos com pesquisa de Dayse Stocklos Malucelli)  Sonhos para vestir (Vera Holtz) | Tathyana (Débora Colker) | Trilhas sonoras de amor perdidas (Sutil) Vamos ao teatro?
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24

de
February

Novas tecnologias para a Piperácea!

Tenho o prazer de informar-lhe que a partir desta data a Piperácea passa a contar com tecnologias mais atualizadas para prestar-lhe serviços com melhor qualidade e eficiência:

 

OBAMÃO Personal computer com processador i7 870 quad 2.93 8mb cache lga 1156 | 8 Gb memória expansível para 16 Gb  | HD 1 Tera | gravador DVD  | drive 3,5 leitor cartões memória | fonte ATX 460W reais | main board p7h55-m | vga PCI Exp. 1024 mb gt220 nvidia xfx | gabinete Thermaltake V3 | monitor LED 21,5 LG E2240S | modem router Tenda 54M wireless ADSL2 W548D V2.0 wifi compatible | mouse MS112 e teclado MS113 sem fio Bright | Windows 7 Professional | Office 2010

Consultoria de Informática: Ricardo de Oliveira a.ricardo.oliveira@gmail.com

 

Esses investimentos, agregados aos seguintes equipamentos e sistemas anteriormente adquiridos e operantes, possibilitarão ganho de produtividade e valor nos serviços profissionais prestados pela empresa:

 

OBAMINHA  Netbook HP mini 110

MICHELLE Impressora multifunctional HP Photosmart C4760

CARLITOS Notebook Toshiba Tecra M6

CARRIE Câmera fotográfica digital Sony Cybershot DSC W-50

CARLA Filmadora digital flip Mino

AGACHADINHO Smartphone Nokia N97

BABADO NOVO Microcomputador Samsung WinXP  3 Gb 

  

Também o produto jornal digital contará com as novas funcionalidades possibilitadas pela tecnologia HTML5, tornando seu design editorial mais leve, atraente e rápido no carregamento do browser, conforme a parceria Piperácea & Infoinsight.

 

Neste 2011 a Piperácea teve a honra de agregar ao seu portfolio de produtos a Revista Técnica do IEP – Instituto de Engenharia do Paraná, impressa, lançada em 7 de fevereiro, em parceria com a Zupti Design.

 

Agradecendo a oportunidade de trabalhar com você, Piperácea renova os compromissos com a ética profissional, como “empresa verde” e partícipe de iniciativas de consciência social e incentivo à cultura.

 

 

Cordialmente,

 

 

Valéria Prochmann

Jornalista profissional diplomada

DRT/PR 2414/10/27  Sindijor nº 1445

 

 

Blog: http://piperacea.blog.terra.com.br

Facebook: valeriaprochmann

Twitter: @valerymais

Skype: valerymais

MSN: vbprochmann@hotmail.com

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21

de
February

Parques, praças e praias também livres de fumo

Um comentário meu foi publicado no painel do leitor da Folha de S. Paulo de domingo (20/02/11) referente a um editorial de 18/02/11 que tratou da proibição do fumo em parques, praças e praias do estado de São Paulo, sob pena de multa. A repercussão foi imediata: recebi no Facebook mensagem do deputado estadual de São Paulo, Vinicius Camarinha (PSB), autor da lei antifumo e do referido projeto de lei. Detalhe que minha vaidade não pode deixar de citar: ao lado do meu comentário, na página 3, o jornal publicou o artigo “País do conhecimento, potência ambiental”, de autoria da presidente da República, Dilma Rousseff! J

Lei antifumo Sobre o editorial "Exagero antitabagista" (18/2), o problema é o comportamento acintoso do fumante, jogando bitucas acesas por onde passa, como se deixasse seu rastro. Bitucas acesas nas areias das praias queimam os pés dos outros, inclusive crianças. O mesmo ocorre nos parques, praças e calçadas. Sem falar nas questões ambiental e de segurança, como é o caso dos incêndios provocados por bitucas. Num prédio em que já residi, certa vez houve um princípio de incêndio, e os bombeiros concluíram que a causa foi uma bituca. Outra vez uma dessas entrou no meu apartamento pela janela, atirada por um vizinho de um andar superior, e queimou meu piso. Após as leis antifumo, acumulam-se verdadeiros montes de bitucas em locais onde se concentram fumantes, contribuindo para entupir bueiros. Grande parte dos fumantes age como se não estivesse "nem aí" para seus semelhantes. Por isso merecem multa, pois não podemos ser vítimas do tabagismo deles.

 

 

VALÉRIA PROCHMANN (Curitiba, PR)

 

Vinícius Camarinha 20 de fevereiro às 11:45

Olá Valéria.. Sou Deputado Estadual em Sao Paulo, e tenho trabalhado em defesa de ambientes saudáveis. Sou autor da lei que proibiu cigarro em lugares fechado no Estado, agora estou ampliando para praias e parques. Li no painel do leitor seu comentario no painel da Folha de Sao Paulo e gostei muito... qualquer sugestao nos envie. Att... Vinicius Camarinha

 

Quem é o deputado estadual Vinicius Camarinha (PSB-SP) segundo o site dele:

O mais jovem deputado estadual de SP

Do lado materno, Vinícius tem como tataravô, Prudente de Moraes, primeiro governador do Estado de São Paulo e primeiro presidente civil eleito pelo voto popular. Bisneto de José Alfredo de Almeida, liderança política em Marília, que dá nome a uma importante escola da zona sul da cidade. Seu avó materno, Gustavo Prudente de Moraes Almeida também mantinha importantes relações políticas. Foi na infância, que Vinícius começou a se interessar pelos problemas da comunidade, econômicos e sociais. Sempre acompanhava seu pai em reuniões e audiências com grandes nomes da política nacional. Durante a adolescência, já estava envolvido com campanhas beneficentes para entidades assistenciais e igrejas. Foi fundador e presidente da ‘Juventude Popular Socialista’. Foi vitorioso em sua primeira eleição, na faculdade ‘Eurípedes Soares da Rocha’, criou uma chapa para concorrer a presidência do Diretório Acadêmico ‘Paulo Correa de Lara’. Com a eleição ganha, Vinícius Camarinha ocupou o cargo de vice-presidente do diretório e teve a oportunidade de participar de muitos congressos da União Estadual dos Estudantes de São Paulo e da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Antes de concorrer a uma cadeira da Assembleia Legislativa, já lutava por questões regionais, fazendo parte do Grupo Empresarial de Apoio e Desenvolvimento (GEAD), que mobilizou empresários e outras pessoas representantes de classes pela duplicação da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), a Marília-Bauru. Aos 22 anos, no último ano da faculdade de Direito, lançou-se para seu maior desafio, a Assembleia Legislativa. Eleito o deputado estadual mais votado em Marília, com aproximadamente 60 mil votos, também um dos mais votados na região. Responsabilidade, vontade e trabalho não faltam para esse jovem deputado, para esse jovem representante do nosso povo.

Com experiência, Vinícius se lançou em 2006 para mais um desafio: a reeleição. Com um mandato consolidado e reconhecido pelo povo, Vinícius obteve votação histórica na região de Marília e fora reeleito com 94. 551 votos.

Tendo no seu currículo de homem público: a participação em importantes comissões permanentes da Assembleia Legislativa, como Constituição e Justiça, foi líder da bancada do seu partido, o PSB e atualmente é vice-presidente da Alesp.

www.viniciuscamarinha.com.br

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17

de
February

Quais são os graves riscos e perigos de uma vida bem estruturada?

 

Há algum tempo pedi e ganhei da Fabi Schneider de presente de aniversário o Manual do Hedonista - dominando a esquecida arte do prazer, de Michael Flocker. Demorei, mas não posso deixar de compartilhar com vcs tudo o que aprendi com este livro importantíssimo!

Parte 1

Certas figuras de autoridade com boas intenções, mas equivocadas, insistem que não podemos fazer o que queremos na vida. Vc tem opção: viver a sua vida segundo seus parâmetros e se divertir muito fazendo isso ou chafurdar para sempre na ilusão de que todos o julgam e a opinião deles é muito importante.

Se vc ceder à beleza, ao prazer e ao gosto pela vida diariamente, não só se sentirá mais feliz todos os dias como terá menos chances de entrar em depressão quando as coisas ficarem difíceis demais e você finalmente desmoronar. O prazer é bom. O Éden era divertido. A autoprivação é idiotice.

O bom hedonista sabe que o lazer não é um luxo ou uma extravagância, mas uma verdadeira necessidade da vida. O contrário é anedonia: a incapacidade de sentir prazer que suga a alegria da vida, deixando o sofredor em condição que vai da indigestão à impotência. O hedonófobo sofre de um medo intenso do prazer.

Viver uma vida que consiste apenas em muito trabalho, virtude, sacrifício e autodisciplina é ser um mártir – e também um péssimo amante, amigo e conviva. Uma vida vivida sem prazer, beleza e um grau razoável de autoindulgência é uma vida triste e desperdiçada simplesmente porque... você pode se divertir!!!

Nunca é tarde para se desprogramar, desligar, entrar na dança e simplesmente dizer não.

“A pessoa sábia evita somente os prazeres que podem levar ao sofrimento.” (Epicuro)

Uma vida bem vivida traz uma morte feliz. (Da Vinci)

Os puritanos são os piores convidados para jantar. Eles negam totalmente a natureza humana e a sua crítica aos hedonistas só refletem o tormento e o medo que sentem no seu íntimo, a fraqueza que sentem diante de suas próprias tentações.

Você não é o seu emprego. Você não é uma lista de tarefas a cumprir, uma série de responsabilidades ou um rol de realizações. O conselho a quem tenta forçar seu caminho até o topo é simples: desista. Ganância, egoísmo, vaidade e desejo de ganhar poder sobre os outros são muitas vezes os fatores motivadores ocultos por trás da ambição desenfreada. É muito melhor gastar as energias num estado de espírito positivo, de tranquilidade assumida e não resistência.

Energia é um artigo precioso e não deve ser desperdiçada em buscas fúteis ou obsessões neuróticas, num círculo vicioso de egos e vaidades. Vc terá melhores resultados simplesmente aplicando suas energias no que é essencial e não tentando controlar os outros. Isso se chama “economia de esforço”.

Estresse não é símbolo de status, nem sinal de que vc é importante. É apenas um bilhete só de ida para a pressão alta, nervos à flor da pele, exaustão física, instabilidade emocional ou um ataque cardíaco.

Bons amigos, bons livros, bons amantes e a consciência em paz: eis a vida ideal. (Mark Twain)

São meios infalíveis de desacelerar o tempo: sentar num banco de jardim para observar a vida | deitar-se numa rede o observar as estrelas | boiar na água do mar | sair para caminhar sem direção | ler um livro em silêncio | cochilar ao sol | tomar um banho à luz de velas | dormir o máximo que puder, pois “a televisão foi feita para a gente aparecer – não para ficar olhando”. (Noel Coward)

Quando foi a última vez que vc colocou o pé numa ilha ou foi colocado de lá pra fora? J

Aja na busca do prazer. Crie uma vida que seja interessante e agradável. Goze a própria vida e não a dos outros.

Negar ao lazer e ao prazer o seu devido respeito traz consequências e efeitos desagradáveis: vc não será popular nas festas | vc vai ficar rígido e amargo | vc vai envelhecer cedo | vc vai ficar mais estressado e seus relacionamentos sofrerão com isso | vc vai passar a vida lutando, lutando, lutando... e no final acabará se arrependendo, infeliz.

O primeiro passo para a reabilitação pessoal (rehab) para o prazer é uma reavaliação do seu sistema de crenças, despindo o manto desconfortável e restritivodos valores errados que sub-repticiamente envolveram vc. Troque de pele!

Gozar corajosamente o pleno espectro da natureza humana não só é uma atitude sábia como é lógica e qualquer santarrão que se diga imune às tentações deve ser visto com imediata suspeita.

Quando o ex-presidente da França, François Mitterrand, morreu em 1996, tanto sua esposa como sua amante de longa data assistiram ao funeral sem perder em nenhum momento a compostura e a dignidade – e os franceses não viram nenhum problema nisso. (O país do ménage-a-trois)

Nada agrada mais aos poderes do que uma população de lêmingues - aqueles que seguem obedientes. “A sdesobediência é o verdadeiro fundamento da liberdade. Os obedientes devem ser escravos”. (Thoreau)

Insultos que na verdade são grandes elogios: devasso (vc é sexualmente irresistível) | embromador (vc é un Bon vivant descontraído) | liberal (vc é convidado para as melhores festas) | autoindulgente (vc é bom com vc mesmo – eles detestam isso) | gauche (vc tem estilo e genialidade) | preguiçoso (vc não se incomoda à toa) | frívolo (vc parece fabuloso) | hedonista (vc é feliz)

O martírio ocupa um alto posto na lista de comportamentos passivo-agressivos. O constante sofredor que carrega o peso e o fardo do mundo sobre os ombros se consideram os únicos que se preocupam e compreendem a gravidade da situação, portanto, eles que carreguem esse ônus. Existem os mártires da família, do ambiente de trabalho, o varejista, o financeiro, e o passivo-agressivo. Passe na frente deles sempre que possível, preferencialmente nas fotografias!

Uma breve soneca depois do almoço não é sinal de letargia e preguiça como os fanáticos da produtividade nos querem fazer crer. ZZZZZZZZZZZZZ

Aceitar o prazer não é egoísmo – é o máximo do altruísmo. Garantindo a sua própria felicidade e gozando sua própria vida num nível razoável, vc poderá dividir melhor sua felicidade e alegria contagiante com os outros.

“Quem souber rir de si mesmo vai se divertir sempre!” (Shirley MacLaine)

Coisas divertidas a fazer: dançar como um idiota | andar de balanço | ofuscar as pessoas | namorar gente de 19 anos | usar blusas transparentes | transar com estranhos | sair de casa sem roupas de baixo | flertar desavergonhadamente

Dívidas são estraga-prazeres. Dar-se presentes é muito melhor! Quando a excessiva frugalidade começa a não permitir que vc goze todos os dias da sua vida, é hora de sair gastando dinheiro. E se vc está juntando tudo para deixar para os filhos, está descambando para o sombrio abismo do martírio. Gaste esse dinheiro e não se sinta culpado, pois é seu dever como cidadão ajudar a manter a roda da economia girando.

Apaixone-se perdidamente – segurança emocional não é tudo isso que se diz. E visite os trópicos com um amante.

Dê uma festa. Não precisa ser grande – só magnífica.

Uma alma sábia não espera as coisas acontecerem.

Se há uma coisa que um hedonista adora é uma porta aberta!

A tentativa de governar o mundo faz bem ao ego, mas muito pouco pelo espírito. Os obscenamente ricos nunca têm dinheiro suficiente, os loucos por poder querem sempre mais e as magérrimas nunca se consideram magras o bastante.

A ideia de se perder pode ser uma oportunidade para aventuras e descobertas, o que acarreta desespero nas mentes rigidamente organizadas. Vagar livremente é viver em estado natural, que não inclui agendas. Uma mente totalmente focalizada e envolvida na busca do prazer está livre do tic-tac do relógio.

“Viver cometendo erros não é só mais digno – é mais útil do que viver sem fazer nada.” (Bernard Shaw)

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16

de
February

Patriarcalista decadente? Edipiano incorrigível? Invejoso da supremacia vaginal? Dependente de suas putas tristes? Homossexual egodistônico? Misógino recalcado? Neofundamentalista cristão criacionista? Ou nada além de uma sobremesa? Quem é o homem que chama mulher de ‘vagabunda’

Entrapment

Entrapment

 
 
 
 
"Dentro da alma de todos os homens há uma necessidade agressiva contra a mulher, uma necessidade de rebaixá-la de alguma forma."
Flávio Gikovate em "Homem: o sexo frágil"
Numa noite de 1999, com uma turma de amigas no cinema do Shopping Crystal de Curitiba, víamos extasiadas o ator Sean Connery contracenar com Catherine Zetta-Jones no filme “Armadilha” (Entrapment) e por ele suspirávamos, encantadas com a virilidade que o passar dos anos não destruiu, quiçá aperfeiçoou, quando uma voz masculina na plateia exclamou: “As vagabundas não vão calar a boca?” Prontamente retruquei no mesmo tom: “Homem que chama mulher de vagabunda das duas uma: é corno ou viado. Qual é o seu caso?” Essa frase integrava o que eu e minhas amigas denominamos nossa “Teoria da Mulher Moderna”, atualizada anualmente a cada 8 de Março – Dia Internacional da Mulher. Demonstrando seu completo despreparo para lidar com mulheres, o sujeito exclamou: “Vou dar uma porrada nessas gurias” ao que eu retruquei “Dê – e passe uma noite na delegacia da mulher”. Aí quem calou a boca foi ele... Uma amiga retardatária, que havia sentado na última fila, diz que na hora do barraco imediatamente pensou: “Esta voz é da Valéria!”J  
 

Viado aqui se diz no sentido de homossexual egodistônico - contrário ao próprio desejo, oposto ao egossintônico - feliz.

Este introito é para abordar um dos mais abjetos recursos aos quais recorrem os homens quando desejam insultar uma mulher – qualquer mulher: empregada, chefe, namorada, ficante, a que o ignora, a que o esnoba, a que não lhe dá bola, a que lhe dá um fora, a que dá pra todos menos pra ele, a que dá pra todos inclusive pra ele, a que só dá pra ele, a filha que se liberta do jugo dele, a amiga da filha, a cunhada, a irmã, a esposa indócil, a sogra, a vizinha, a colega, a sobrinha, a desconhecida e de vez em quando a prostituta – só nunca, jamais a mãe dele. Eles enchem a boca podre do seu mais arraigado machismo e soltam o que consideram o pior dos insultos: “Vagabunda!” Por que fazem isso, o que querem dizer com isso e finalmente o que conseguem com isso?

Patriarcalismo decadente

Não são apenas os homens das velhas gerações que apresentam esse comportamento problemático. Feminista que sou e que muito batalhou e ainda batalha para que as mulheres sejam reconhecidas como seres capazes e dignos na sociedade brasileira e na humanidade, ouço com tristeza essa expressão – ou sua variante “Vadia” – sair da boca de garotos com 15, 20, 30 anos, integrantes de novas gerações que supostamente deveriam ter uma cabeça melhor em relação à mulher. É deprimente que os meninos e homens mais maduros em pleno Século 21 ainda estejam emperrados em modelos arcaicos associados a um patriarcalismo decadente, incapazes de sintonizar-se com o novo tempo que emergiu da metade do Século 20 para cá.

Comecemos pelo dicionário. Nele a palavra “vagabundo” é um adjetivo que qualifica pessoa que leva vida errante, andejo, nômade, sinônimo de vadio. No Brasil, há ainda canalha, velhaco e, no sentido figurativo, de má qualidade, ordinário. Vagabundagem é a vida de vagabundo. Vagabundear, por sua vez, é levar a vida errante de vagabundo; vaguear, errar, zanzar, vadiar. No sentido do que muitas placas espalhadas por Nova York advertem: “No lottering!” Interpretando o dicionário, podemos afirmar que vabagundo é aquele que não trabalha e, por não ter o que fazer, fica errante, vagueia, zanza, vive na vadiagem.

Chico Buarque – grande compositor capaz de não só interpretar, mas também de compor falas como se fosse mulher, tamanha a sua sintonia com o nosso gênero – brindou-nos em 1975 com a canção “Vai trabalhar, vagabundo”. Integrante do álbum Meus Caros Amigos (1976), a canção denuncia a mentalidade do patrão-feitor, mais comum naquela época ditatorial, mas que ainda sobrevive na atualidade, segundo a qual o sujeito é pobre porque não quer trabalhar, como se não houvesse luta de classes, alienação, apropriação da mais valia, entre outros conceitos caros aos críticos do capitalismo. Denuncia ainda a forma com que o capitalismo encara o trabalhador: um documento a ser apresentado, um coração a ser carimbado, um ponto a ser batido, um número a mais na fila da previdência.

A mulher ou o dinheiro?

Uma pessoa vagabunda, portanto, pode ser definida como alguém que não trabalha, não contribui para fazer a roda girar. Quando e por que a palavra ‘vagabunda’ passou a ser assacada contra a mulher como xingamento para referir-se ao seu comportamento sexual? Tudo indica que esse uso chulo da expressão tenha origem no trabalho das prostitutas, as quais os homens tanto apreciam e com quem tanto gostam de torrar seu precioso dinheiro. Sim, porque reclamam das esposas gastadeiras, dos filhos que levam seus trocados, dos parentes que emprestam e nunca pagam, das amantes que exigem agrados. Mas o dinheiro para torrar com as prostitutas é sagrado! Em “O que os homens não querem que as mulheres saibam – os misteriosos segredos, as mentiras cabeludas, a verdade calada”, os autores Smith & Doe dedicam um capítulo à relação entre os homens e as prostitutas e lançam um desafio: “Pergunte a um homem se ele prefere ficar sem mulher ou sem dinheiro e ele responderá ‘Sem mulher’, pois sem dinheiro ele não poderá comprar nem a mais reles prostituta”. E arrematam: “Sim, isso é mau. É feio. Mas é o que os homens fazem”.

As profissionais do sexo – mulheres extremamente trabalhadeiras, já que dá uma canseira satisfazer plenamente um homem ou vários homens sexualmente sem ter desejo ou nutrir qualquer sentimento por ele(s) – constituem “a mais antiga profissão do mundo”. Para abocanhar clientes, elas vagueiam e andam pra lá e pra cá, exibindo seus dotes físicos e jogando seu charme para eles – os pagantes. Não muito antigamente, tinham a responsabilidade pela iniciação sexual dos rapazes, muitas vezes levados até elas por seus próprios pais. Era com elas que os meninos aprendiam a arte do sexo antes da pílula contraceptiva ser inventada e as donzelas tomarem posse definitivamente e para sempre de seus corpos e destinos. ‘Vagabunda’ torna-se então sinônimo de prostituta, que por sua vez designa aquela que faz sexo por dinheiro.

Posto isso, é-me lícito afirmar categoricamente que não sou vagabunda – e que o fato de alguém assim me chamar não vai me transformar em uma. Comecei a trabalhar bem cedo, apesar da condição financeira da minha família ser bastante confortável e de estudar em colégios de elite. Aos 12 anos, substituía a secretária do consultório do meu pai, médico, quando ela entrava em férias do trabalho e eu da escola. Aos 14 anos, cursando a 8ª série do 1º grau, comecei como aprendiz no jornal Correio de Notícias. Daí em diante tive diversos trabalhos como freelancer em jornalismo. O trabalho jamais me impediu de ser uma das melhores alunas, obtendo notas altas e passando sempre por média – que no Colégio Medianeira era 8 em nada menos que seis boletins. A pedido dos meus pais concordei em dar um tempo no trabalho no ano do vestibular, mas após dois meses, já quis voltar a trabalhar e fui convidada por Alcidino Pereira para assessorá-lo na presidência do Ippuc – gestão Maurício Fruet em 1983. Tinha 17 anos, fazia cursinho e este foi meu primeiro emprego com carteira assinada. Para celebrar o primeiro salário e talão de cheques, convidei minha mãe, minha prima Ruthinha e minhas tias Mara e Regina para jantar fora por minha conta – guardo até hoje na caixa de sweet memories o canhoto do talão com as palavras delas neste importante marco da minha independência. O trabalho no Ippuc era puxado - eu batia cartão – e ainda assim fui aprovada no vestibular de Jornalismo da UFPR em 1984. Trabalhei durante toda a faculdade, enquanto ainda era líder estudantil e feminista, atuante nas campanhas das diretas já, Nova República e Constituinte. Casei, fiz pós-graduação, sempre trabalhando, passando por empregos diversos nos setores públicos e privados. Fui de peão a diretora, de diretora a peão. Fui aprovada em cinco concursos públicos sem parar de trabalhar. Fiquei desempregada, jamais sem trabalhar. O que me rendeu na semana passada o grato comentário do meu colega e amigo José Carlos Fernandes, em evento no Instituto de Engenharia do Paraná: “A Valéria nunca parou de trabalhar. E o que haverá em jornalismo que a Valéria já não tenha feito?” Atualmente autoempregada, trabalho em um modo para mim mais cômodo, podendo até mesmo escolher meus clientes e selecionar os serviços, o que considero uma conquista.

Pais-falcões & filhos troféus

Sou a favor de que todo mundo trabalhe, independente de ser rico, pobre ou remediado. Quanto mais cedo, melhor, a partir, digamos, dos 14 anos, pois não quero roubar a infância de ninguém. Após os 18, é inaceitável que um ser humano não trabalhe e ainda viva como parasita. Estudo não é desculpa: você pode não ter um emprego formal, mas vender quitutes, Avon, Natura ou Racco, bijuterias, lavar carros nos finais de semana e ganhar algum para pagar seu táxi. Meu avô Altivir Bassetti, médico, professor universitário, mas também mecânico, marceneiro e estofador, assim dizia: “Trabalho sempre há. Pode não ser o que você quer, mas sempre há.” No Brasil alguns pais têm vergonha de que o filho trabalhe desde cedo, como se isso os diminuísse como pais. Gostam que os outros pensem que seu filho ‘não precisa’ trabalhar. Alguns que ascenderam na escala social não querem que o filho passe pelo que eles passaram: tiveram que trabalhar duro para subir na vida e sair da pobreza, portanto, ao filho darão tudo para poupá-lo do esforço de lutar. Com essa educação ao contrário, passam ideia distorcida sobre o trabalho. E temos como resultado uma geração com medo de trabalhar, de bater as asas, de alçar voo, de sair da casa dos pais. Usando como pretexto o fato de que o mercado está muito competitivo, jovens de classe média alta prolongam indefinidamente sua estada junto às barras da calça do pai e da saia da mãe. Superprotegidos, falam inglês, mas são incapazes de tomar um ônibus e aos 20, 25, 30 anos, muitas vezes formados em curso superior, ainda precisam de mesada para tomar um táxi, quando não pedem para os pais os buscarem e levarem pra lá e pra cá. Pais-falcões, filhos-troféus. Situação muito bem apresentada no documentário canadense “Pais neuróticos, filhos mimados” transmitido esta semana pelo GNT. Universidades estão criando programas para ensinar os pais a largar as rédeas dos filhos, pois até o quarto do filho no alojamento estudantil eles querem arrumar, além de saber o login do portal universitário para acompanhar o desempenho acadêmico da cria. Quando o filho finalmente arranja emprego, esses pais que vão organizar a mesa de trabalho do garoto, interferem na negociação do salário e ligam para os supervisores para reclamar se o filho leva alguma reprimenda. Estes filhos criados como “superstars” sobre os quais pairam altíssimas expectativas estão nos consultórios psiquiátricos cada vez mais cedo, com transtornos de pânico, ansiedade, depressão. Não respeitam o dinheiro. Não querem “lutar para chegar lá” – querem saber “O que você vai me dar”. Exigem muita atenção dos seus empregadores e ficam assustados quando levam uma bronca. Não se preocupam em manter o emprego porque contam sempre com os pais (e suas casas). Estes os preferem em casa porque têm medo de que o filho não consiga se sustentar, mantendo ou superando o alto padrão de vida que sempre teve com eles.

Não tenho medo do que me excita e me apraz

Além de trabalhar duro sempre desde cedo, nunca fiz sexo por dinheiro. Jamais lambi, chupei ou acariciei um homem em troca de dinheiro ou de favor qualquer que seja. Resisti a inúmeras cantadas, assédios, convites, insinuações, muitas das quais poderiam ter impulsionado minha carreira e meu patrimônio. Jamais fui carreirista tampouco patrimonialista. Meu foco na vida nunca foi aumentar desmedidamente meu patrimônio ou minha coleção de joias. Também jamais fui obcecada por poder, por um cargo determinado numa empresa ou na política. Os trabalhos que executei e os empregos que tive em minha vida – assim como o modesto apartamento e o karro próprios que adquiri aos 37 anos, depois de pagar aluguel por 18 anos - foram sempre limpos, honestos, éticos, honrados e assinados, dos quais posso me orgulhar de cabeça erguida.

Minha mente é moderna e ampla em matéria de sexualidade. Li Reich, Freud, Lacan, Erich Fromm, Simone de Beauvoir, Betty Friedan, Sartre, Marx e Engels, Marilena Chauí, Branca Moreira Alves, Marta Suplicy, Colette Dowling, Susan Sontag, Camille Paglia, Masters & Johnson, Kinsey, Fischer, Gikovate, Mascarenhas, Gaiarsa, entre muitos outros autores que libertaram a sexualidade feminina das trevas e clausuras. Em matéria de sexualidade – a minha e a alheia – ajo como penso, digo e sinto. Conheço e protejo meu corpo. Adoro sentir e dar prazer. Não tenho medo do erotismo, do desejo, da fantasia, do que me excita, do orgasmo, do clitóris, do ponto G e tampouco de pênis. Controlo minha reprodução e optei por não ter filhos. Para manter-me como livre pensadora, não professo qualquer religião. Critico e rechaço o controle social e ideológico sobre a sexualidade da mulher por meio da virgindade, da maternidade, do matrimônio, da religião, do direito, da violência, da política, da economia ou de qualquer outro meio. A expressão 'vagabunda' já foi usada até passado recente nos tribunais para desqualificar mulheres vítimas de homicídios cometidos pelos seus próprios maridos, numa lógica perversa do tipo "a culpada de ter sido assassinada foi ela mesma, pois era uma vagabunda". Rico estudo sobre o assunto está na tese "Quando a vítima é mulher", editada nos anos 80 pelo Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.

Bullying nas relações amorosas

A desqualificação da mulher pelo uso da palavra ‘vagabunda’ para referir-se ao seu comportamento sexual pode modernamente ser considerada uma forma de bullying, inclusive quando se dá no âmbito da relação amorosa. “É que nem sempre o amor é tão azul”, canta Ney Matogrosso... O bullying que ocorre nos ambientes escolar e de trabalho (onde configura assédio moral) pode também ocorrer no âmbito doméstico, familiar e na conjugalidade. Aliás, é no ambiente familiar que os praticantes ("bullies") costumam aprender as mais perversas formas de bullying, inclusive a desqualificação da mulher. Com pais que costumam referir-se a mulheres como vagabundas. Alguns justificam até mesmo seus crimes de agressão, espancamento, lesão corporal e homicídio cometidos contra suas parceiras afetivas “porque eram ‘vagabundas’”. Mães também têm grande parcela de culpa – e Freud fez bem em não absolvê-las de nada, pois se sentem lisonjeadas por seus filhos “machos” as considerarem as únicas “santas” enquanto todas as demais mulheres do mundo são pecadoras (vagabundas, vadias, interesseiras) tentando arrancar o filhinho das garras delas. Irmãos falam de mulheres – inclusive amigas, colegas e ex-namoradas – usando esse adjetivo.

Felizmente, tive o privilégio de ter um pai humanista de quem NUNCA ouvi a palavra ‘vagabunda’ ser pronunciada para designar qualquer mulher - nem mesmo prostitutas, pelas quais ele tinha compaixão. Lamento pelos homens e mulheres que não tiveram um pai como o meu e foram criados em lares nos quais a figura da mulher era sistematicamente desmerecida, o que passou a integrar seu sistema de crenças, que agora consta de sua raiz cultural, dificílima de ser arrancada. Lamento pelos que não tiveram acesso a leituras de alto nível e à convivência com a intelectualidade para questionar seus próprios sistemas de crenças. Em “Homem, o sexo frágil”, o psiquiatra e psicoterapeuta Flávio Gikovate descreve o processo pelo qual o homem de mentalidade atrasada desenvolve um misto de repulsa (misoginia) e fascínio pelo universo feminino, como também o desejo inconsciente de que a mulher escolhida para o envolvimento amoroso seja um pouco parecida com a figura da mãe. Fala ainda de como esse homem quer se exibir para a mulher e captar a atenção dela o tempo todo, extraindo dela exclamações de admiração ou de compaixão, devido à sua incompetência para ficar sozinho. Na cabeça desse homem a mulher existe para servi-lo e dar-lhe alento e conforto, do mesmo modo que a mãe. O olhar de admiração dela é fundamental. A dependência emocional dele é enorme. Ela lhe deve todas as atenções, o que é fundamental para sua estabilidade íntima. Segundo o autor, enquanto a dependência da mulher em relação ao homem diminui (necessidade de um protetor provedor), a do homem em relação à mulher permanece intacta.

Quando a inveja toma conta do cérebro masculino, podendo transformar-se em raiva e desprezo ou em agulhadas destrutivas

Gikovate observa ainda que “dentro da alma de todos os homens há uma necessidade agressiva contra a mulher, uma necessidade de rebaixá-la de alguma forma”. Ou seja: dependência emocional dela por um lado, mas desprezo por ela por outro lado. Tudo porque em suas vivências infanto-juvenis ele se sentiu efetivamente por baixo ao se dar conta do forte poder sensual feminino exercido sobre ele na puberdade, o qual não tem correspondência na mulher. Ou seja: o homem tem que fazer alguma coisa para ser interessante para ela, enquanto que a mulher já é interessante por si só. É quando a inveja toma conta do cérebro masculino diante da constatação inevitável de que ele é inferior a ela do ponto de vista sexual. Ele é mais dependente de atenção, de afeto e também da aprovação feminina que lhe permite a aproximação sexual.

No homem narcisista, a inveja da mulher se transforma em raiva e desprezo – e ele gastará muito tempo da vida assediando uma atrás da outra como se as mulheres fossem suas “presas” a serem conquistadas e depois humilhadas e rejeitadas. Somente a inveja pode explicar este tipo de conduta e persistência como comportamento sistemático e permanente, em que fica evidente sua dependência da mulher. Já o homem generoso sente-se completamente inferiorizado e arrebatado em relação à mulher: ela é a princesa e ele o plebeu; ela é uma deusa e ele um mísero mortal; ela é uma musa e ele um simples poeta que vive a louvá-la. No homem generoso, o sentimento de culpa impede o ato de agressividade contra a mulher. A culpa bloqueia a agressividade que por sua vez inibe o desejo sexual, formando-se o ‘amor platônico’. Para que um homem generoso possa se sentir a altura da mulher, é necessário que ela seja muito inferior a ele – sempre segundo os critérios masculinos – em todos os outros aspectos envolvidos em seus julgamentos de valor, condições nas quais ele se apaixona, mas sem perder a chance de dar algumas “agulhadas” de caráter destrutivo, forma incontrolável de expressão da inveja.

Quando a inveja influencia o raciocínio, interferindo na forma de pensar e de se relacionar, os resultados costumam ser nocivos e contrários aos próprios interesses do homem. O inverso também é interessante. Quando o homem constrói raciocínio que não o conduz a um bom resultado com as mulheres, possivelmente ele tenha sido perturbado pela interferência de alguma emoção forte, especialmente a inveja, o medo ou a vaidade. Aliás, para Gikovate, a inveja deriva da vaidade, pois é quando nos comparamos que nos sentimos inferiorizados. O orgulho derivado de uma falsa superioridade deixa o homem mais uma vez na mão da mulher: ela poderá destruir esse orgulho a qualquer instante.

Existe ainda um importante componente da honra do homem que depende do comportamento sexual de sua mulher. Gikovate discorre sobre a estranha tendência dos humanos de se envaidecerem ou se envergonharem por comportamentos de terceiros. Por mais ultrapassado que esteja, o controle masculino sobre as experiências sexuais e os atos da mulher é um resíduo de um padrão cultural que continua presente na mente do homem moderno, como se fosse função responsabilizar-se pela reputação da mulher dele. Ele tem pavor de ter a sua reputação destruída aos olhos dos outros homens, o que determina a sua tendência possessiva e dominadora, expressa no ciúme. Os homens consideram este perigo como real e sempre iminente, pois acham a mulher uma criatura ‘fraca’ intelectual e moralmente, razão pela qual tentam (em vão) estabelecer regras limitadoras da vida sexual feminina. O que está em jogo aqui é sua sensação de inferioridade em relação à mulher, disfarçada de construção de códigos de honra. Por isso o homem tem dificuldade de suportar uma mulher muito exuberante, esfuziante e sexualmente desinibida. Ele prefere que a mulher dele se comporte de forma considerada ‘decente’, colocando-se em seu devido lugar ainda que isso lhe custe toda a espontaneidade e alegria de viver. Por isso a maioria dos homens prefere se casar com mulheres mais discretas, recatadas e não tão belas, condição em que se sentem menos ameaçados, já que uma das medidas do valor dele se estabelece pela qualidade da mulher com quem ele está casado. Só que a natureza complica as coisas... é desejo de todos os homens ter uma vida sexual rica em qualidade e quantidade. Mulheres fascinantes provocam insegurança e mulheres pouco atraentes provocam desinteresse.

A vaidade do homem poderá se gratificar pelo fato de estar com uma supermulher, mas na realidade ele gostaria mesmo é de ser ela. O comportamento masculino é contraditório: quer uma mulher extravagante e depois faz de tudo para transformá-la em recatada por causa da forte inveja que sente em relação a ela.

La Dolce Vita

La Dolce Vita

 A mulher intutelável

 
A mulher que – para não ser qualificada de ‘vagabunda’ – aceita a tutela do homem sobre sua sexualidade por não se achar em condições de autogovernar-se com autonomia e independência, acabará por pagar enorme preço por essa fraqueza. Gikovate assinala que o feminismo influiu muito no modo como os homens falam, mas quase nada no modo como pensam e menos ainda na forma como sentem suas emoções, o que continua a interferir em suas ações e a definir seus comportamentos. Na civilização cristã ocidental, todas as mulheres pagamos pelo pecado original de Adão e Eva com sua serpente e sua maçã. Ainda há quem acredite em cegonha e no dia da criação, em vez de evolução das espécies. E neofundamentalismo cristão não dá certo com hipermodernidade.

Homens menos preocupados com a questão da honra segundo o típico código masculino não se sentem tão humilhados com o modo como agem suas esposas, pois não sentem sua reputação tão nas mãos delas. Estes são os que têm as mulheres mais exuberantes, aquelas que todos os homens cobiçam!

É dificílima a posição das mulheres ricas em qualidades: inteligentes, exuberantes, capazes de ganhar decentemente a vida através de atividade profissional destacada, bonitas, joviais, atraentes e desinibidas sexualmente, pois em virtude de sua insegurança, os homens fogem por se sentirem muito ameaçados pela exuberância sexual delas, o que os intimida, assim como a independência material delas.

Para Gikovate, os rancores, as inseguranças e a inveja fazem com que os homens sejam, na maior parte do tempo, falsos e superficiais quando se relacionam com o sexo oposto. Não abrem seus corações para elas, pois não confiam nelas - essas criaturas perigosas que podem traí-los a qualquer tempo. O que só mudará quando a sexualidade masculina se desassociar da agressividade para acoplar-se à ternura – um importante progresso no plano amoroso para que pessoas que se dão bem intelectualmente e gostam de compartilhar intimidades eróticas venham a ter uma interação humana mais rica e agradável. Os homens terão que caminhar muito para um dia poderem ser criaturas mais seguras e serenas e se unir a mulheres estando à altura delas. Por enquanto, tem sido mais fácil chamá-las de ‘vagabundas’.  

Enquanto isso, meninas, lembrem-se dos conselhos de Sonya Friedman: “O homem é a sobremesa. O prato principal é você. Quando os homens não passam de sobremesa, podemos resolver ir para os braços deles sem jamais cairmos nas mãos deles.”

“Ninguém tem o poder de me fazer sentir inferior sem meu consentimento.”

Eleanor Roosevelt

 

 

 

 

 

 

 

       

 

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10

de
February

Um garoto achado numa caixa de fita K7

Rodolpho Zannin Feijó é filho de dois grandes amigos meus: Marlene Zannin e Almir Feijó. Com ela, atuei no movimento feminista por anos a fio - e não foi pouco o que conquistamos. Já o Almir conheci no Bar Pasquale, quando ele se apresentou como amigo do meu pai (Régenis). Participamos juntos de algumas campanhas eleitorais como profissionais de comunicação e marketing que somos. O casamento deles acabou, como o meu e de muitas outras pessoas conhecidas. Ficou o Rodolpho, então pequenininho. Lembro-me de o Almir ter me contado na ocasião que havia se mudado para o quarto de empregada do apartamento da mãe para que o Rodolpho - agora jovem - ocupar o quarto que era do Almir. Ontem (10/02) foi aniversário do Almir. Rodolpho está na Europa, mas conectado ao pai pelo Facebook, onde postou essas belíssimas palavras para o pai. O Rodolpho convive numa ótima com a nova mulher do pai dele, Mary Fuchter Feijó, porque ele ama o pai dele e aceita a escolha amorosa do pai, a pessoa que está fazendo o pai dele feliz. O Rodolpho - que ainda é um garoto de 20 e poucos anos - diferencia-se de outros de sua geração que veem o pai como provedor e motorista. O Rodolpho realmente ama o pai dele: não só da boca pra fora, mas de verdade! E a mãe do Rodolpho continua sendo uma mulher admirável, independente e autônoma,  ambientalmente antenada, inteligente, dona do próprio nariz, profissional de destaque, feministaque respeita e luta pelos direitos da mulher. Parabéns à família ampliada: Almir (pelo niver e pelo amor do filhão), Rodolpho, Marlene e Mary!

Rodolpho Zannin Feijó

Eu tive sorte em nascer filho do Almir. Até mesmo quando levava broncas por fuçar as prateleiras, tive muita sorte. Ou então quando ele dizia que eu não nasci de minha mãe, mas sim tinha sido achado dentro de uma caixa de fita k7, acho que fui premiado. Me lembro como se fosse hoje, um guri me perguntou por que eu nunca gostava de sair de casa. Hoje sei a resposta: não saía de casa porque tinha ali meu melhor amigo, que me trazia um mundo de fantasia, ideias e imaginação. O tempo passou, eu estou na Europa, e a gente se comunica pela internet. Mas meu pai continua sendo meu melhor amigo, que só me deixa cada vez mais orgulhoso. Pai, te amo. Feliz aniversário. Beijos.  Almir Feijo, Mari Fuchter Feijo e outras 2 pessoas curtiram isso.

    • Almir Feijo Kiddo, there's a long & winding road in front of you.
    • Face it. Never give up. Live your adventure everyday, step by step.
    • I've told ya: your my idol. Don't desapoint yourself, you have nothing to loose.
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10

de
February

UNDERCUT: REBELDIA NA CABEÇA

CORTE DE CABELO INSPIRADO NA CULTURA PUNK, "UNDERCUT" SE DISSEMINA PELAS RUAS PAULISTANAS

Paula Giolito/Folhapress FOLHATEEN 07/02/11  

MAYRA MALDJIAN DE SÃO PAULO Na década de 70, o mundo viu nascer um movimento que reverbera até hoje na moda, na música, nas artes visuais e no comportamento dos jovens: o punk. Atualmente, duas das influências dessa cultura marcam uma tendência que tem feito a cabeça dos paulistanos nos últimos meses. Na base do "faça você mesmo", bandeira levantada pelos punks, meninas (principalmente) decidiram raspar a lateral da cabeça. O corte, que ficou conhecido como "undercut", lembra muito o visual da época. "Pego a máquina emprestada de um amigo e raspo no banheiro mesmo", conta a produtora de conteúdo digital Maria Rita Dominici, 23. "Quando fui para Londres, há dois anos, esse corte era a febre do momento. Lembrei dele quando resolvi mudar o visual sem perder o comprimento do cabelo", explica. Mais radical, a estudante Beatriz Pires, 18, tem vontade de raspar tudo. "Ai, cabelo dá muito trabalho". Para se acostumar com a ideia, rapou a lateral em casa mesmo. PASSADO E FUTURO "Quando a modelo Alice Dellal apareceu com esse corte lá fora, todo o mundo quis fazer", conta Bruna Freitas, 23, cabeleireira do salão alternativo Novo Arte. "Mas a moda demorou para pegar aqui no Brasil". Bruna diz que o salão bombou de gente querendo esse corte no começo do verão. "É um estilo que vai continuar na moda, porque é rock e sensual", avalia o cabeleireiro Celso Kamura. "O interessante não é o raspado em si, mas as possibilidades de penteados que ele proporciona", avalia. Famosas adeptas do undercut:

Rihanna - undercut curto e descolorido

Alice Dellal - modelo internacional

Pink - cantora - o corte é sua marca registrada

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10

de
February

Home Sweet Home Office

DM9DDB permitirá que funcionário trabalhe de casa

Publicitários brasileiros são famosos por aguentarem o trabalho puxado até altas horas se abastecendo apenas com pizza e refrigerante. Mas essa parece ser uma imagem em declínio, se as mudanças estruturais encabeçadas por duas grandes agências daqui virarem moda. Depois de a Africa ter anunciado que nenhum funcionário poderá trabalhar depois das 20h, em um projeto batizado de "After Eight", mais uma agência sob o guarda-chuva do Grupo ABC resolveu investir na equipe com a implantação do "Home Office", a DM9DDB. De acordo com o colunista Adonis Alonso, os chefes de cada departamento decidirão os critérios para liberar seus subordinados. “A palavra de ordem é flexibilidade com responsabilidade”, disse o presidente da DM9, Sergio Valente, ao colunista. “Essa questão do horário e da carga de trabalho sempre me preocupou. Costumo citar uma frase que tirei da biografia de um grande empresário: ‘toda vez que vejo meu prédio aceso à noite constato o tamanho de nossa incompetência’. Ou seja, os profissionais precisam se organizar para entregar o trabalho pronto no prazo estabelecido.” Questionado sobre a possibilidade de esse esquema gerar algum conflito, como no momento da discussão de ideias, por exemplo, Valente foi ainda mais flexível ao dizer que se for necessário os funcionários podem se encontrar em casa, num Cyber Café ou até mesmo em um bar. O único alerta é sobre tentativas de avacalhar a novidade: “Já temos casos de pessoas que por necessidade precisam ter horários alternativos. Não há problema, desde que se estabeleça a carga e que sabemos exatamente o período que podemos contar com ela na agência. É uma forma, por exemplo, de atender os notívagos. Se o profissional garante que só rende à noite ou de madrugada, que defina essa horário e nos avise.”  Redação Adnews  10/02/2011   Comentário meu: Empresa inteligente!!!!!!
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9

de
February

Nova Revista Técnica do IEP

O IEP Instituto de Engenharia do Paraná recebeu seus associados em alto estilo para celebrar seu 85º aniversário na última segunda-feira, 7 de fevereiro, no salão de atos de sua sede no centro de Curitiba. Na ocasião, promoveu o lançamento da nova Revista Técnica do IEP, editada por Piperácea em parceria profissional com a Zupti Design e curadoria editorial do professor Alexandre Guetter, dedicada à divulgação técnica e científica. Com esta iniciativa, o IEP realça o protagonismo da Engenharia no contexto do crescimento econômico e da perspectiva de grandes obras de infraestrutura e logística para impulsionar o desenvolvimento humano, científico, tecnológico, econômico, social e cultural do estado e do país. A primeira edição apresenta editorial da lavra do presidente Jaime Sunye Neto e três artigos que versam sobre o tema "Águas": "Avaliação de desempenho de um tanque séptico modificado" (Pricila Karina Altvater Mannich, Michael Mannich e Daniel Costa Santos), "Aplicação da modelagem matemática para previsão ede possíveis impactos na qualidade da água do Rio Tibagi após a construção da UHE Mauá" (Tânia Lucia Graf de Miranda, Rosana de Fátima Colaço Gibertoni, Nicole Machuca Brassac e Marianne Schaefer França Sieciechowicz) e "Monitoramento e modelagem dos processos hidrodinâmicos no complexo estuarino de Paranaguá" (Roberto Mayerle, Carlos R. Soares, Karl-J. Hesse, Maurício A. Noernberg e Alexandre K. Guetter). Uma nota técnica sob o título "Escadas e rampas" (Aristides Athayde Cordeiro), uma matéria especial sobre a história da publicação da lavra do jornalista Júlio Zaruch e uma entrevista exclusiva com o presidente do Lactec, Omar Sabbag, também compõem a edição, além de informes sobre o meio acadêmico e as atividades do IEP, dicas culturais, agenda de eventos, notas sobre saúde e responsabilidade social. A Piperácea agradece ao IEP a oportunidade de prestar-lhe serviços profissionais, com o compromisso de trabalhar com máximo empenho, dedicação, profissionalismo e carinho para que o futuro da Revista Técnica do IEP esteja à altura de sua história.

Na oportunidade, o colega jornalista José Carlos Fernandes recebeu a premiação com a qual foi agraciado pela participação em concurso jornalístico promovido pelo IEP.

Presenças VIP: José Richa Filho (secretário de estado de Infraestrutura e Logística), Jaime Sunye Neto (presidente IEP | diretor da SUDE), Raul Ozório (diretor técnico IEP | Construtora Roca), Gilberto Piva (conselheiro IEP | Tengel Engª), Marcos de Lacerda Pessoa (Copel Telecom), Omar Sabbag (presidente Lactec), Ana Maria e Arsênio Muratori, Augusto Canto, João Carlos Cascaes, Rosangela Battistella (diretora trânsito URBS), Mirian Voss, Adriana Melo (assessora comunicação IEP), Ivo Mendes Lima (conselheiro IEP), ex-governador Emílio Gomes.

 

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8

de
February

Talkin´ ´bout the good times

De passagem por Curitiba esta semana, meu amigão adorado Ciro Gomes de Sousa (carioca) e sua bela esposa Alexandra (amazonense), atualmente residindo no Nordeste, deixaram uma deliciosa surpresa na minha portaria: um conjunto de 18 fotos da nossa turma do karaokê, que abalou todas as casas noturnas do ramo de Curitiba nos anos 90, principalmente a Ópera do Malandro, onde batíamos ponto pelo menos três vezes por semana e oferecíamos ao público verdadeiras performances. Ciro e eu tínhamos nossa especialidade, o dueto "My endless love". Quando sozinho no palco, ele me derretia o coração com "Blue eyes..." Não é por nada, mas nós barbarizávamos! Ah, como era boa a nossa vida naquele tempo! Quanta saudade! Depois que o Ciro e a Alexandra se mandaram, Curitiba e nossas vidas nunca mais foram as mesmas... A alegria que sentíamos só de olhar uns para os outros já nos fazia rir e sorrir noites e madrugadas inteiras - muitas vezes vimos juntos o sol nascer! Esta é a seleção de alguns dos melhores momentos do trio Cacá (Cassandra Szuberski) | Ciro | Valery. Muito obrigada, querido casal de amigos, por esta adorável surpresa! É meu coração quem agradece!
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7

de
February

Parabéns aos clientes Piperácea

Hoje é dia de cumprimentar dois clientes Piperácea! O Core-PR - Conselho Regional de Representantes Comerciais celebra seu 45º aniversário, no Paço da Liberdade. Sob a liderança do presidente Paulo César Nauiack, essa categoria profissional é altamente significativa para a economia de mercado e a qualidade de vida dos seres humanos. Há três anos temos a honra de prestar ao Core-PR nossos serviços profissionais, juntamente com os profissionais Igor Popadiuk e Luciano Popadiuk da Infoinsight Informática, editando o informativo eletrônico Core Digital, atualmente em sua 12ª edição ininterrupta. Com nosso empenho e dedicação, contribuímos para que a informação de qualidade chegue a cada um dos representantes comerciais registrados, colaborando para manter a categoria unida, bem informada e articulada em torno de seus ideais. Nas pessoas do presidente Paulo César Nauiack e do representante comercial Lauro Sossella de Freitas, agradecemos a oportunidade e a confiança, cumprimentando todos os representantes comerciais, dirigentes e funcionários do Core-PR pelo transcurso deste aniversário. Ao celebrar seu 85º aniversário, o IEP - Instituto de Engenharia do Paraná lança hoje a sua nova Revista Técnica, criada em 1943 e descontinuada na década de 80. Temos a honra da escolha para realizar esse projeto altamente significativo para a Engenharia, a Ciência, a Tecnologia, o desenvolvimento humano, social, econômico e cultural do Paraná. Nas pessoas do curador editorial da publicação, professor Alexandre Guetter e do presidente do IEP Jaime Sunye Neto, cumprimentamos todos os engenheiros associados, dirigentes e funcionários da entidade, com destaque para a assessora de Comunicação Adriana Melo, pelo transcurso desta importante data, agradecendo a oportunidade e a confiança para que realizemos este trabalho, em parceria profissional com Atílio e Precila Castanho (Zupt Design). Que o futuro da Revista Técnica do IEP esteja à altura de sua história!
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